Assim não vamos lá

Assim não vamos lá

Assim não vamos lá

, Ex-bancário, Corroios
30 Setembro 2026, Quarta-feira
Ex-bancário, Corroios

Pode o Primeiro-Ministro repetir até à exaustão que os principais indicadores económicos do País estão sólidos, mas depois a realidade desmente-o todos os dias.


Comecemos pelo Ensino: foi a trapalhada com os exames que desesperou tantos pais e alunos, foram os resultados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que regrediram, e muito, em relação aos últimos estudos, em ciências, sobretudo matemática e leitura/português, e agora ao contrário do que prometia o Ministro da Educação, em relação ao início do novo ano letivo que está a ser desastroso.

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Segundo a FENPROF, mais de 110 mil estudantes começam o ano sem professor a todas as disciplinas. Outros, sem colocação na escola pública. Por exemplo, só no concelho de Sintra estão nessas condições 744, mais 550 em Lisboa.


Depois, mantêm-se ou aumentaram os problemas inerentes a esta tão importante profissão, como a crescente indisciplina de alunos e até encarregados de educação, as deslocações, etc. E talvez o pior; o estrutural problema da falta de professores. Ainda segundo aquela mais representativa organização da classe, são precisos mais 39 mil docentes até 2035, formam-se anualmente 2300 e aposentam-se de 3 mil a 3.300 por ano. Portanto, é só fazer-se as contas em relação ao futuro.


Em relação à Saúde, concordarão os estimados leitores, que não serão necessárias grandes descrições sobre o estado da mesma. Basta a nossa experiência, de familiares e amigos. E as promessas que se arrastam sem vista à vista, como o Hospital no Seixal, apesar da mais que reconhecida falta que faz, com o Garcia de Orta em Almada há muito a rebentar pelas costuras e da luta persistente da Autarquias, nomeadamente da CM do Seixal e Juntas de Freguesia e das populações que ainda no passado dia 12, estiveram cerca de 10 mil numa caminhada no Seixal a exigir a sua construção.

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Bastam os exemplos destes dois setores vitais para se avaliar as prioridades, as políticas, dos Governos PSD e, para sermos justos, também as do PS. Aliás, mais ou menos iguais no que respeita a privatizações, às benesses aos grupos económicos ou à banca e às guerras. Como a da Ucrânia que continuam a alimentar.


A propósito de guerras, a par das alterações climáticas, a maior calamidade que os povos enfrentam, é conhecida a posição radical contra, dos comunistas. Por isso, cito aqui a opinião de outras figuras públicas, como por exemplo, o Major-General Carlos Branco num excelente artigo de opinião no Jornal Económico e que circula na Internet, cujo título é: “Até ao Último Ucraniano?”. Ou Miguel Sousa Tavares no Expresso: “Nem a Europa nem a NATO querem o fim de qualquer das guerras, estão alinhadas de corpo e alma com o lobby israelita e com o lobby das armas”.


Portanto, é absolutamente imprescindível que o povo se liberte do condicionamento e da manipulação dos media dos que o PS, o PSD, a IL e o Chega, representam, porque assim não vamos lá. E só dessa maneira, conseguiremos um Portugal bem mais simétrico e justo.

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