PSP detém suspeito por incêndio que destruiu quatro barracas em bairro de lata no Seixal

PSP detém suspeito por incêndio que destruiu quatro barracas em bairro de lata no Seixal

PSP detém suspeito por incêndio que destruiu quatro barracas em bairro de lata no Seixal

As chamas deflagraram às 03h35 de terça feira e foi combatido por 38 bombeiros apoiados por 13 viaturas

A PSP deteve um homem com cerca de 60 anos por suspeitas de autoria de um incêndio urbano que destruiu quatro habitações ilegais no Bairro de Santa Marta de Corroios, no Seixal, através de fogo posto, na madrugada de ontem, terça feira. Não houve feridos e não são conhecidos os motivos do crime. O bairro de lata é composto por 248 construções abarracadas, num total de 1152 residentes.

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O incêndio deflagrou no interior do bairro de lata às 03h35 de terça feira e foi combatido por 38 bombeiros apoiados por 13 viaturas dos bombeiros do Seixal, Amora e Cacilhas. De acordo com José Mendes, comandante dos Bombeiros Mistos do Seixal, “o incêndio ocorreu dentro do bairro, numa zona de muito difícil acesso para os bombeiros”. As puxadas ilegais de eletricidade dificultaram ainda mais o trabalho dos bombeiros devido a curtos circuitos provocados pela água usada no combate às chamas.

A PSP acorreu ao local e após diligências realizadas, entre as quais recolha de testemunhos pelos moradores, identificou e deteve em flagrante delito um homem com cerca de 60 anos pela autoria do incêndio, através de fogo posto. O suspeito será presente a Tribunal do Seixal para aplicação de medidas de coação, que são desconhecidas até à tarde desta terça feira.

O Serviço Municipal de Proteção Civil do Seixal e a Segurança Social estiveram também no local para responder às necessidades de realojamento das pessoas que ficaram impedidas de regressar às casas abarracadas.

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O bairro de lata de Santa Maria do Pinhal, no Seixal, começou a ser demolido no final de 2024, estando previstas um total de oito fases de demolições e alojamentos das famílias, com cerca de 30 famílias a ir para as novas casas a cada três meses, mas não passou da primeira fase, com a saída das primeiras 28 famílias. O bairro começou a formar-se após o 25 de Abril, crescendo durante os anos 80 e 90 com a chegada de imigrantes, sobretudo africanos, que ali construíram barracas para as suas famílias, mas sem acesso a água, rede de saneamento ou eletricidade, o que torna a vivência precária

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