Filipe Moreira: “Quisemos honrar a história no jogo que marcou regresso do Vitória à Taça de Portugal”

Filipe Moreira: “Quisemos honrar a história no jogo que marcou regresso do Vitória à Taça de Portugal”

Filipe Moreira: “Quisemos honrar a história no jogo que marcou regresso do Vitória à Taça de Portugal”

Que análise faz ao triunfo da equipa – 2-0 no reduto do Alcains (equipa do distrital da AF Castelo Branco) – que permitiu ao Vitória avançar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal?


Em primeiro lugar, quero dizer que ganhámos este jogo porque respeitámos a equipa do Alcains. Muitas vezes acontecem surpresas na Taça quando se entra em campo e pensa que, só por levarmos as camisolas vestidas, somos superiores. Os jogadores estiveram focados, a querer ter bola e criar várias situações para marcar. Perceberam que neste tipo de confrontos, marcar cedo ou marcar primeiro, alimenta muito a confiança e provoca, no outro lado, alguma intranquilidade. Tivemos o controlo do jogo durante muito tempo, tanto na primeira como na segunda parte. Em certas alturas, podíamos ter feito muito mais golos, principalmente na primeira parte.

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Concorda que o 2-0 com que a equipa chegou ao intervalo deu aos jogadores a tranquilidade que precisavam para encarar o segundo tempo?


Nessa altura, a equipa, naturalmente, ganha tranquilidade e segurança e provoca o erro do adversário. Curiosamente, acabámos por fazer o 2-0 antes do intervalo e vamos para a segunda parte com a segurança do resultado. Fomos para a segunda parte a sentir que o jogo era nosso, mas, a espaços, podíamos ainda ter feito mais qualquer coisa. Penso que a equipa está a crescer. Nota-se isso de jogo para jogo. Hoje fomos mais constantes durante os 90 minutos, mas não se pense que na Taça há facilidades porque a questão de ser a equipa do escalão inferior ou superior não se nota daí os chamados ‘tombas gigantes’ acontecerem com alguma naturalidade.


Era importante entrar bem numa competição em que o clube tem muitos pergaminhos…

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Quisemos honrar a história no jogo que marcou o regresso do Vitória à Taça de Portugal. Era muito importante mantermos prestígio depois de quase três anos em que o clube não jogou na prova [n.d.r.: último jogo tinha sido a 25 de novembro de 2023 – derrota 3-3 com Penafiel após prolongamento]. Ganhámos. Esperamos agora alguma felicidade também no próximo sorteio. Penso que isto alimenta um bocadinho o subconsciente do jogador, que é jovem, que precisa, em certas alturas, de usar melhor a pressão.


Foi a resposta que esperava depois de a equipa ter permitido o empate (2-2) com o Juventude de Évora depois de ter tido uma vantagem de 2-0 ao intervalo?


Os jogadores vão crescendo com os resultados. No fundo, podíamos ter três vitórias seguidas. Depois de uma grande primeira parte no jogo anterior do campeonato, podíamos ter feito o pleno nos últimos três encontros, dois no campeonato e este na Taça. De qualquer forma, dou os parabéns ao grupo.

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O que gostou mais no desempenho da equipa?


O grupo está com uma atitude fantástica no processo de treino. Não se deixa cair quando algumas coisas acontecem no jogo e está a crescer como equipa. Diariamente nota-se esse crescimento e, por isso, sentimos que estamos no caminho certo.


Em relação ao que sucedeu em Alcains, que aspetos pretende ver melhorado?


Só que não nos podemos ‘pôr a jeito’. Não quer dizer que o adversário nos tivesse criado muitos problemas. Mas nós, em certas alturas, temos que sair mais de trás, ligar mais o jogo, ficarmos mais compactos e procurarmos acabar com o jogo. Faltou à minha equipa, em determinados momentos, algum equilíbrio emocional. Não ligámos tanto o jogo e podíamos sair com maior segurança e tínhamos de matar o jogo em qualquer altura. E quando assim, é, não foi o caso, alimenta-se a expectativa para o adversário. Mas, repito, acho que a vitória é justa porque fomos a melhor equipa em campo. Sabemos o que aconteceu no nosso jogo do campeonato: fizemos uma grande primeira parte com o Juventude de Évora e depois, na segunda parte, encostámo-nos e permitimos que o adversário tivesse alguma qualidade. Por esse motivo, acabámos por sofrer o golo aos 87 minutos.


Numa tarde de muito calor e numa deslocação longa não faltou o apoio dos vitorianos…


Verdade e, por isso, quero deixar um agradecimento às pessoas que vieram de longe, aos nossos sócios e adeptos, que fizeram uma viagem longa. Só mostra aquilo que, no fundo, são os adeptos. Sempre foram assim. Não é agora que vão ser diferentes. E, por isso, uma palavra de agradecimento por que estiveram connosco e estão com a equipa.


Nas bancadas, o ambiente vivido foi de festa entre os adeptos.


Ainda bem que assim é. Quero deixar uma palavra muito especial para a equipa de Alcains e para os seus adeptos que apoiaram a sua equipa. Vieram aqui, queriam fazer taça, queriam fazer história, mas a nossa equipa conseguiu ser superior e acho que a vitória é justa.

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