José Maria Dias, diretor artístico do TEF, faz um balanço muito positivo da adesão aos espetáculos dentro e fora do concelho
Terminou na noite do passado sábado a Festa do Teatro – XXVIII Festival Internacional de Teatro de Setúbal. Os organizadores do evento cultural fazem um balanço muito positivo da edição de 2026, adiantando que a audiência superou as expetativas.
“Temos mais público do que o ano passado. Os espetáculos que aconteceram, todos eles com bastante qualidade, não defraudou as expectativas que tínhamos – e alguns até suplantaram essas expectativas. Só posso dizer que está a correr maravilhosamente até agora. Estou mesmo muito satisfeito com o que aconteceu até agora”.
Quem o diz é José Maria Dias, diretor artístico do Teatro Estúdio Fontenova (TEF), companhia responsável pela organização da iniciativa que levou, ao longo de uma semana, espetáculos a vários espaços da cidade – e até à vizinha Palmela.
“Dilema capital – 7 pecados na vida inusitada dos artistas”, pelo Astro Fingido, apresentada no Fórum Municipal Luísa Todi na passada segunda-feira, foi uma das peças com mais adesão por parte dos amantes do teatro. “Mon Super-Héros, O Meu Super Herói”, de Loup Solitaire, apresentada no mesmo local, mas no passado sábado (22), teve também casa cheia.
“Hamlet Cancelado”, de Vinícius Piedade, mostrado no auditório da Escola Secundária Sebastião da Gama (ESSG) no passado sábado, “Naufrágios”, vencedor da Secção Off 2025 e produzido pelo Teatro do Vazio, que esteve em cena no auditório da ESSG na segunda-feira (24), foram também duas peças muito requisitadas.
Além destas, “Perra Cimarrona”, de Lucia Trentini produzida entre Uruguai e Espanha foi também destaque. Esta foi exibida na quinta-feira, na blackbox da ESSG. Destaque ainda para a produção portuguesa de Rita Vilhena, “C-O-M”, exibida no Cine-Teatro de São João, em Palmela.
Para o responsável pela companhia de teatro setubalense, a adesão ao teatro é subjetiva, pois depende de produção para produção. “É sempre subjetivo. Há manifestações ou espetáculos que chamam mais pessoas, e as pessoas aparecem mais, outros que aparecem menos, mas há sempre público. Nunca tivemos problemas com o público. Pelo menos nós, nossa companhia [Teatro Estúdio Fontenova] temos sempre público. Nunca houve problemas com isso”, refere em declarações a O SETUBALENSE.
A Festa do Teatro terminou este sábado com dois espetáculos que decorreram já no período da noite. O primeiro, no Fórum Municipal Luísa Todi, com a exibição de “Antígona, La Estirpe Maldita”, da espanhola Atalaya Tnt. Em seguida, no pátio da Escola Secundária Sebastião da Gama, as “Moçoilas” foram responsáveis por um apontamento musical que fechou em grande o festival.