A construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033, de acordo com o calendário que acompanha os documentos
O Aeroporto Luís de Camões, a ser construído em Alcochete, deverá representar um investimento entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024, segundo o relatório técnico divulgado na quarta-feira.
O intervalo agora apresentado atualiza a estimativa avançada pela ANA em 2025 no relatório preliminar, que apontava para um investimento de 8,5 mil milhões de euros.
A construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033, de acordo com o calendário que acompanha os documentos.
Após os trabalhos de testes e certificação, a abertura do novo aeroporto está prevista a partir de 2035, antecipando também o prazo anteriormente previsto que apontado para meados de 2037.
O novo aeroporto ficará a cerca de 20 minutos do centro de Lisboa por ferrovia, segundo o plano apresentado, que prevê a abertura da linha de alta velocidade e da ligação dedicada ao aeroporto em 2034.
A nova estação será servida por quatro linhas e três plataformas, com ligações diretas de longo curso a várias regiões do País, anunciou o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, durante a sessão denominada “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, que decorreu no Centro de Congressos e Reuniões do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Os dados fazem parte do relatório técnico do novo aeroporto, entregue pela ANA – Aeroportos ao Governo na semana passada, que prevê submeter o Estudo de Impacte Ambiental ao Governo até ao final do mês.
A estimativa oficial aponta para 20 milhões de passageiros por ano a viajar de e para o aeroporto através de serviços ferroviários.
A infraestrutura deverá abrir com capacidade para 56 milhões de passageiros anuais, duas pistas e um terminal com cerca de 500 mil metros quadrados.
A ANA entregou ao Governo em 17 de julho o relatório técnico do novo aeroporto de Lisboa, que deverá detalhar as soluções de engenharia para as diferentes infraestruturas aeroportuárias, designadamente pistas, caminhos de circulação de aeronaves (‘taxiways’), placas de estacionamento, terminal e respetivas acessibilidades.
Este é o terceiro documento entregue pela concessionária no âmbito da preparação da candidatura ao Aeroporto Luís de Camões, depois do relatório de consultas, apresentado em julho de 2025, e do relatório preliminar do estudo ambiental, entregue em janeiro deste ano.
De acordo com o calendário estabelecido, a ANA deverá apresentar o relatório financeiro a 17 de janeiro de 2027 e concluir a candidatura ao novo aeroporto em janeiro de 2028.
No relatório inicial entregue ao Governo em dezembro de 2024 e divulgado em janeiro, a ANA estimou em 8,5 mil milhões de euros o custo de construção do novo aeroporto, a instalar no Campo de Tiro de Alcochete.
A concessionária previa financiar cerca de sete mil milhões de euros através da emissão de dívida e propunha um aumento progressivo das taxas aeroportuárias no Aeroporto Humberto Delgado entre 2026 e 2030.
A ANA propôs também o prolongamento por mais 30 anos do contrato de concessão aeroportuária, até 2092, para assegurar o reembolso do investimento e a sustentabilidade económica da concessão, sem apoio financeiro público.
O contrato de concessão atualmente em vigor foi assinado em 2012, por um período de 50 anos.
A ANA – Aeroportos de Portugal, integrada na VINCI Airports desde 2013, gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores, bem como o Terminal Civil de Beja.