Administrador dos SMS considera que “a iniciativa foi muito importante porque conduz a pistas e à necessidade de aprimorar o nosso trabalho”
Segundo o administrador dos SMS, José Alexandre, “um dos principais objetivos com a realização do fórum
era especialmente perceber quais as dificuldades, problemas e desafios que as entidades gestoras têm sentido
e que temos de acautelar no futuro para que quando estamos perante fenómenos externos possamos dar respostas mais capazes às necessidades da população”, afirmou.
A partilha de experiências entre os oradores e participantes foi um dos aspetos destacados pelo administrador. José Alexandre considerou que o fórum foi uma oportunidade para aprender com casos concretos. “Ao realizar este fórum, aprendemos com as experiências dos outros, percebemos erros que já foram cometidos procurando evitá-los e procuramos ainda aproveitar as boas práticas que outros já têm, em resposta a fenómenos que, infelizmente, cada vez são mais usuais, como alterações climáticas ou cibersegurança”, referiu.
No balanço final, o responsável considerou que “os objetivos foram claramente alcançados”, acrescentando
que “a iniciativa foi muito importante porque nos conduz a pistas e à necessidade de aprimorar o nosso trabalho”, concluiu.
Na sessão de encerramento, o presidente executivo do conselho de administração da SIMARSUL, José Fialho, afirmou que a iniciativa “foi um sucesso e excedeu, claramente, as expectativas”.
Um dos aspetos mais valorizados pelo representante da SIMARSUL foi a abertura dos participantes na partilha de dificuldades e experiências menos positivas. Na sua perspetiva, a discussão aberta sobre erros e desafios enfrentados, constitui um fator essencial para o melhoramento da capacidade de resposta das organizações. “Às vezes temos medo de assumir a falha, mas a partilha dessas falhas em sessões como esta são muito importantes”, afirmou, sublinhando ainda que “se não conversarmos, vamos repetir os erros uns dos outros sucessivamente”.
Resiliência das infraestruturas foi o destaque do painel da tarde
Após o almoço, na sessão da tarde, foi dinamizado pela gestora de projetos da Agência de Energia e Ambiente da Arrábida (ENA), Isabel Rodríguez, e pelo diretor técnico da ENA, Orlando Paraíba, um exercício onde o público foi desafiado a identificar infraestruturas críticas perante um cenário de catástrofe.
Posteriormente, decorreu uma mesa-redonda moderada pela diretora do The Equator Company, Dalila Antunes, que contou como convidados o assessor do conselho de administração da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) Luís Simas, o técnico superior do Serviço Municipal de Segurança, Proteção Civil e Bombeiros da câmara de Setúbal Ricardo Luís, e a diretora do departamento de exploração dos Serviços Municipalizados de Setúbal Ana Marques. Nesta foi discutida a necessidade de as infraestruturas serem mais resilientes face a eventos climáticos extremos, e a automatização de processos através da digitalização.