Carlos Humberto, presidente da TML, refere no entanto que há desafios financeiros que terão de ser acautelados
A integração da ligação fluvial entre Setúbal e Tróia no sistema tarifário Navegante é vista com “muitos bons olhos” por parte do presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), Carlos Humberto, mas levanta desafios financeiros que terão de ser acautelados. O responsável, defende que a medida poderá trazer benefícios para os utilizadores, mas sublinha que qualquer alteração ao modelo tarifário terá de garantir o equilíbrio financeiro de todos os operadores envolvidos.
Em declarações à TSF, Carlos Humberto recordou que o valor pago pelos utilizadores do passe Navegante é distribuído por todos os operadores que integram o sistema de transportes da Área Metropolitana de Lisboa. “Este valor global – que são os 40 euros vezes o número de passes que são vendidos – teria de ter mais um operador a repartir, quando o aumento de receita não pensamos ser significativo”.
Na segunda-feira o Governo admitiu estar a avaliar alterações à concessão do transporte fluvial entre Setúbal e Troia, incluindo a integração daquela ligação no sistema tarifário Navegante, para melhorar acessibilidade, tarifas e sustentabilidade daquele serviço público.. Paralelamente, garante que a recente aquisição indireta da Atlantic Ferries pelo grupo Arrow Global, não alterou a identidade jurídica da concessionária nem as suas obrigações contratuais perante o Estado.
O executivo assegura ainda que qualquer decisão futura respeitará a legislação laboral, os instrumentos de contratação coletiva e os direitos dos trabalhadores, não estando, para já, tomada qualquer decisão sobre a realização de um novo concurso público ou sobre alternativas de gestão da concessão.