O valor da estabilidade governativa

O valor da estabilidade governativa

O valor da estabilidade governativa

16 Junho 2026, Terça-feira
Deputado do PSD

O atual ciclo político nasceu do fim abrupto da maioria absoluta PS, marcada por falhas de gestão e crises éticas. Em março de 2024, os portugueses mudaram de rumo, confiando a vitória à Aliança Democrática e viabilizando o XXIV Governo Constitucional.


A governação afirmou-se num cenário complexo de fragmentação parlamentar e de consolidação de um ecossistema tripartido, com forte expressão da extrema-direita. Superando previsões de instabilidade, o pragmatismo governativo afirmou uma alternativa de Centro credível.

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Contudo, a 11 de março de 2025, a oposição reprovou uma moção de confiança provocando a queda do Governo. Após a dissolução do Parlamento, as eleições antecipadas de maio renovaram a vitória da AD, levando à formação do atual XXV Governo Constitucional.


Apesar do reforço eleitoral, o Executivo permanece em minoria. Para evitar a paralisia, tem dependido da geometria de votos do PS e do Chega. Perante este equilíbrio ténue, o Primeiro-Ministro tem reiterado que “Portugal não pode parar”, mantendo o rumo face às coligações negativas da oposição.


Uma conjuntura internacional em transformação

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A crise no Médio Oriente escalou para um foco de instabilidade global, ameaçando as rotas comerciais. Esta situação impacta o país em três frentes:

– Inflação: O aumento dos custos logísticos e a oscilação da energia (petróleo e gás) pressionam os preços, afetando as empresas e o poder de compra das famílias.

– Políticas Europeias: A UE foi forçada a acelerar a sua autonomia estratégica e energética, reforçando orçamentos de defesa e ajustando a política monetária para conter a inflação.

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– Ação Governativa: O Executivo responde com rigor orçamental e medidas de mitigação, como o alívio fiscal sobre os trabalhadores e o apoio a empresas expostas aos custos energéticos.


Neste cenário, Portugal mantém uma diplomacia firme na condenação do terrorismo e da unilateralidade. No plano interno, o Governo protege a economia e o rendimento real face às réplicas das crises globais.


O PSD, a sociedade e o trabalho


O PSD é um partido interclassista que concilia o valor do trabalho, a competitividade e a justiça social. Num país marcado pela crise demográfica e pela fuga de jovens qualificados, a valorização do trabalho é vital.


O Executivo resolveu bloqueios históricos ao devolver a dignidade a professores, forças de segurança e outros setores públicos através de acordos há muito adiados. Hoje, o foco centra-se em reformas estruturais: valorização do salário médio, alívio fiscal sobre o trabalho e retenção de talento.


O PSD defende e pratica o modelo da Economia Social de Mercado. A criação sustentável de riqueza é a condição para o Estado Social; a uma economia fraca ou asfixiada por impostos corresponderá sempre um Estado Social inconsequente. Estimular o investimento e a produtividade é a matriz que nos distingue das visões estatistas. O crescimento robusto é o único caminho para garantir a redistribuição da riqueza e o progresso do país.

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