Quando acordamos de manhã e olhamos para o espelho, vemos a mulher que somos, a que podemos ser ou a que desejamos ser?
Olhar para o espelho ao acordar é um gesto automático, mas quantas vezes nesse gesto simples, não nos deparamos com uma ou outra ruga, que conta uma história.
Rugas de risos e sorrisos, são as mesmas rugas, do choro e da tristeza?
E o cabelo branco, que teima mensalmente em dar sinal de vida, numa luta desigual entre idas ao cabeleireiro e o envelhecer, conta também uma história?
A verdade é que todas as mulheres são diferentes, umas mais confiantes, mais livres ou simplesmente mais felizes.
Talvez não sejamos exatamente, a mulher que sonhámos ser…e o porquê não importa… provavelmente as circunstâncias impediram esse sonho.
Tenho para mim, que o que importa mesmo, é olhar para o espelho pela manhã e questionar, se estamos a caminhar na direção da mulher, em que nos queremos tornar.
Não importa se temos 30, 40, 50 ou 60 anos, importa não desistir, saber que a vida corre depressa e que, tudo o que deixamos para amanhã, pode ser menos um dia de realização e felicidade.
Nem sempre é fácil agir, de acordo com as nossas escolhas e com a linha que traçámos.
Uma das decisões mais difíceis acontece quando o que somos, não corresponde às expectativas, de quem nos quer bem.
Que conflito doloroso: ser fiel a nós mesmos ou evitar a tristeza de quem nos ama?!
Bom…acredito que quem nos ama, também nos quer bem e, haverá decerto um meio termo, onde o amor encontra a harmonia.
Talvez o âmago da questão, não seja escolher entre nós e o que esperam de nós, mas sim encontrar a coragem para viver, com autenticidade e ao mesmo tempo tratar os sentimentos dos outros, com carinho e respeito.
Simone de Beauvoir disse: ” Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade, seja a nossa própria substância”
Afinal o que importa é que em cada manhã, ao fechar a porta de casa, levemos connosco uma certeza: “Que o espelho da manhã, não refletia apenas um rosto, refletia a coragem, os sonhos e a trajetória de uma mulher, que aprendeu a valorizar quem realmente é!