Entre Porto Covo e a cidade de Sines muito se vai ouvir e dançar numa experiência de diversidade, comunhão e enriquecimento cultural
Com 38 concertos por músicos de quatro continentes repartidos pela aldeia de Porto Covo e cidade de Sines, a 26.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo decorre de 17 a 25 de julho. Além dos concertos, o festival oferece exposições, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos para a infância, debates, oficinas, sessões de narração oral, encontros com músicos do FMM, visitas aos bastidores, apresentações de livros e feira do disco, do livro e do cartaz.
Do mambo ao reggae, do flamenco aos blues do deserto, do tango ao highlife, passando por rock, jazz, eletrónica, música de raízes e música urbana de vários tons, o FMM Sines volta a propor uma experiência de diversidade, comunhão e enriquecimento cultural.
Le Trio Joubran, Julian Marley, Orquesta Akokán, Tamikrest, Vitorino Salomé, Otto, Lia Kali, Mádé Kuti, La Niña, The Legendary Tigerman, Paqui Ríos, A garota não e Konono N.º1 x Montparnasse Musique são alguns dos concertos de um alinhamento que, como sempre, junta nomes consagrados e novos talentos a descobrir.
Esta ano, estão representados artistas da Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, EUA, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria, Palestina, Peru, Portugal, RD Congo, Reino Unido, Senegal, Togo e Tunísia, entre outros.
A música começa no coração da aldeia de Porto Covo, no Largo Marquês de Pombal, onde o festival decorre nos dias 17, 18 e 19 de julho.
Na primeira noite, sexta-feira, 17, ouvem-se as fusões do português Bruno Pernadas e o afro-jazz da orquestra britânica TC & The Groove Family.
No sábado, dia 18, o alinhamento será triplo, com um dos músicos mais relevantes do son cubano, Emilio Moret, uma banda que há 20 anos divulga a música tuaregue pelo mundo, Tamikrest e o grupo de rock psicadélico eslovaco Tolstoys.
No domingo, dia 19, o festival despede-se do núcleo de Porto Covo com registos muito diferentes. Primeiro, a delicadeza mandinga do senegalês Momi Maiga, depois a veia punk do português The Legendary Tigerman.
Na segunda e terça-feira, 20 e 21 de julho, na cidade de Sines, são dias de transição, mas com vários motivos de interesse musical, distribuídos pelo auditório do Centro de Artes de Sines, Pátio das Artes e Largo Poeta Bocage.
Segunda-feira, é para ouvir o cante jondo da andaluza Paqui Ríos, a eletrónica afro-latina do peruano Vitu Valera e o tango underground do trio argentino Tablao de Tango.
Na terça-feira, o FMM Sines recebe a revelação da música de Casamansa, Mariaa Siga, o rock burlesco dos franceses One Rusty Band e o projeto de criação coletiva RESSOA – Ecos do Mundo.
A partir de quarta-feira, 22 de julho, o ritmo do festival acelera, com a abertura dos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama, junto à praia.
Cabe à pop indie de Filipe Sambado inaugurar o palco do Castelo, ao final da tarde de dia 22, segue-se uma noite com o filme-concerto tunisino Aïchoucha by Khalil Epi, a nova estrela catalã Lia Kali e o reggae de raízes de Julian Marley & The Uprising. A música prossegue junto à praia com o jazz-rock dos portugueses Yakuza e a fusão da tradição com a eletrónica dos franceses Super Parquet.
A tarde de quinta-feira, 23 de julho, no Castelo é preenchida com a intervenção social dos Duques do Precariado e continua, à noite, com o highlife desconstruído dos nigerianos The Cavemen, a força napolitana de La Niña e o afrobeat eclético de mais um nigeriano, Mádé Kuti. Na Avenida, dança-se o folclore eletro-urbano dos chilenos Calle Mambo e as grooves dos portugueses RS Produções.
No dia 24 de julho, sexta-feira, no concerto vespertino do Castelo, Lavoisier dedica-se à poesia portuguesa. Os sons noturnos entre muralhas incluem Aïta Mon Amour et Ouled Abda, homenagem à tradição aïta de Marrocos, o regresso da música com consciência social de A garota não e a imaginação efervescente do músico pernambucano Otto. O gnawa do marroquino Saad Tiouly e a eletrónica do português Pedro da Linha alimentam a pista de dança pela noite dentro junto à praia.
O último dia do festival, sábado, 25 de julho, começa no Castelo sob a influência de Frank Zappa, com os portugueses Unsafe Space Garden. A noite no Castelo tem quatro concertos: o mestre Vitorino Salomé, acompanhado pelo Grupo de Cantadores de Redondo, os palestinos Le Trio Joubran, no seu formato comemorativo “20 Springs”, a dança vodu de Nana Benz du Togo e, a fechar, o mambo renovado da Orquesta Akokán.
Na Avenida Vasco da Gama, assiste-se ao regresso dos congoleses Konono N.º1, com a dupla Montparnasse Musique. O festival termina em ambiente de dança levantina com os teclados do palestino Isam Elias.