Nova criação estreia a 30 de abril em Fátima. Primeira exibição ficou marcada pelo falecimento de José Carlos Cardoso
A GATEM – Espelho Mágico vai estrear, no próximo dia 30 de abril, a criação “SOS Paz – Brinquedos em Ação”, mas a antestreia decorreu na manhã de terça-feira no Fórum Municipal Luísa Todi.
A exibição ficou marcada pelo falecimento, nesse mesmo dia, de José Carlos Cardoso, “amigo inteiro da companhia, presença constante, voz cúmplice de um percurso feito de resistência, criação e verdade. E foi assim, entre ausência e plenitude, que o palco deixou de ser apenas lugar para se tornar destino”, explicam em informação enviada a O SETUBALENSE.
Pelas 11 horas deste dia os atores subiam a palco para uma antestreia “carregada de alma” momento em que acabou por erguer-se “mais do que um espetáculo” num “posicionamento claro num tempo que tantas vezes hesita, a arte ainda pode, e deve, ser lugar de responsabilidade, de encontro e de transformação”.
“O melhor do mundo são as crianças”, frase de Fernando Pessoa que marcou o final da primeira apresentação da peça que vai agora ser mostrada no Auditório Paulo VI, em Fátima. Esta será apresentada em três sessões – 10h30, 11h30 e 14 horas.
O texto e encenação estão a cargo de David Pereira, a composição musical é feita por João Canhoto, a cenografia e figurinos de Céu Campos, a assistência de encenação de Jéssica Ricardo, a caracterização de Carolina Macedo, desenho de luz de José Santos, operação de som de Mafalda Santos e, a voz suplementar, de Sara Pereira. Do elenco fazem parte os atores Luis Santiago, Madalena Freire Pereira, João Canhoto, Jéssica Ricardo, Céu Campos e David Pereira.
“Num quarto aparentemente comum, tudo se transforma quando a noite chega. A criança adormece. Os brinquedos despertam. Entre memórias e diferenças, surgem tensões, alianças, medos. O equilíbrio revela-se frágil, até ao momento em que uma arma lendária entra em cena. E com ela, o medo. E com o medo, o conflito. Mas é precisamente aí, no coração da tensão, que se revela o essencial, a paz não nasce da força. Nasce do diálogo. Da empatia. Da coragem de compreender o outro. Num tempo fragmentado, esta mensagem não é ingénua, é radical. E quando são os mais jovens a recebê-la, a vivê-la e a transformá-la, já não estamos apenas perante um momento artístico. Estamos perante um gesto de futuro”, lê-se na sinopse da peça que é a mais recente criação da companhia de teatro setubalense.