Apresentação teve início no Largo da Misericórdia seguindo depois numa caminhada performática até ao espaço A Gráfica
O espetáculo itinerante “Peixe Pó Gato”, que cruza várias disciplinas artísticas para abordar a fome e a pobreza a partir de investigação histórica e testemunhos reais ligados à memória e identidade de Setúbal, estreou-se este sábado em apresentação pública.
Com direção artística de Leonardo Silva, responsável também pela dramaturgia em conjunto com Patrícia Paixão, o projeto parte da expressão local “Peixe Pó Gato”, utilizada no passado para pedir peixe no mercado de forma envergonhada, ocultando situações de fome e pobreza.
A apresentação teve início no Largo da Misericórdia, às 17 horas, seguindo depois numa caminhada performática até ao espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística. O percurso contou com a presença do vereador do município Paulo Maia e convidou o público a refletir sobre desigualdade, privação, resistência e dignidade humana.
A componente musical do espetáculo, que voltou a ser apresentada no domingo, é assinada por João Mota (Et toi Michel) e Tozé Bexiga (Raia). Em palco participaram ainda Carlos Pereira, Gonçalo Poeiras, Graziela Dias, Inês Oliveira, Sara Túbio Costa, o grupo Vozes da União e a Banda da Capricho Setubalense.
O projeto inclui também uma exposição, com inauguração marcada para 9 de maio, às 16 horas, em A Gráfica – Centro de Criação Artística, onde ficará patente até 6 de junho. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 15 e as 17 horas, e aos sábados, das 15 às 19 horas. “Peixe Pó Gato” é um projeto da Dar Cor à Vida, desenvolvido em parceria com o Teatro Estúdio Fontenova, com financiamento da DGArtes e da Câmara Municipal de Setúbal. Está ainda prevista, para junho, a edição de um livro que reúne a dramaturgia e a investigação realizadas no âmbito da iniciativa.