Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra celebra 40 anos com tertúlia sobre poder local democrático

Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra celebra 40 anos com tertúlia sobre poder local democrático

Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra celebra 40 anos com tertúlia sobre poder local democrático

Maria das Dores Meira esteve presente na cerimónia e destacou a importância do “diálogo e proximidade” com as populações

A freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, celebrou no domingo 40 anos e a cerimónia contou com uma tertúlia comemorativa da efeméride e dos 52 anos do 25 de Abril, que contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.

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Na tertúlia com o tema “Poder Democrático Local – 40 anos da freguesia” participaram ainda o atual presidente da Junta de Freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, Luís Custódio, o presidente da Comissão Instaladora e primeiro presidente eleito daquela freguesia, Manuel Damásio, e o antigo presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião Jerónimo Matias.

Maria das Dores Meira destaca nesta cerimónia que o processo que levou à criação das freguesias de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra e do Sado, cujos territórios foram desanexados de São Sebastião no dia 4 de outubro de 1985, decorreu com “diálogo e proximidade” entre os moradores e as autarquias.

A autarca salientou ainda durante o seu discurso, a importância do 25 de Abril como “um dos momentos altos da história de Portugal” que, caso não tivesse acontecido, tertúlias como esta não seriam possíveis. “Nós só estamos aqui porque [o 25 de Abril] aconteceu. Não poderíamos estar aqui, alguém já nos teria vindo buscar, já estaríamos presos.”

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Notou que, então, foi “o povo a decidir o que era melhor para a freguesia de São Sebastião e a criar novas freguesias”, ao contrário do que aconteceu com a fusão de freguesias na reorganização administrativa, que se deu em 2013.

“Na fusão das freguesias de São Lourenço e de São Simão, em Azeitão, não quer dizer que estivéssemos contra, mas não fomos ouvidos. Mas estávamos totalmente contra aquilo que aconteceu com a União das Freguesias de Setúbal”, com a junção das freguesias de Santa Maria da Graça, de São Julião e da Anunciada, recordou.

A presidente da Câmara sublinhou o papel desempenhado na criação das freguesias de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra e do Sado pelo então presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, Jerónimo Matias, o qual disse que foi motivado a avançar com a ideia “pela importância de o Poder Local estar próximo das populações”.

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Jerónimo Matias recordou que o território de São Sebastião “abarcava desde a linha do caminho de ferro até à Marateca”, representando cerca de metade da área do concelho, e “era impossível” ao presidente da Junta desempenhar a tarefa com eficácia, devido ao desconhecimento de toda a população, que era representada por cerca de 60 mil habitantes.

Afirmou que a criação das duas novas freguesias valeu a pena, mas sublinhou que “não foi uma tarefa fácil”, tendo dado “muito trabalho contar as capelas, as tabernas, as mercearias”, porque tudo tinha de ser comunicado à Assembleia da República com vista à aprovação da lei.

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