Tiago Correia: “Queremos reforçar-nos para ter uma equipa equilibrada e competitiva”

Tiago Correia: “Queremos reforçar-nos para ter uma equipa equilibrada e competitiva”

Tiago Correia: “Queremos reforçar-nos para ter uma equipa equilibrada e competitiva”

O Seixal Clube 1925 sagrou-se Campeão Distrital da 2.ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal, coroando assim uma época de sucesso. A equipa, constituída por uma mescla de jogadores experientes e alguma juventude fez um campeonato exemplar e acabou por garantir a conquista do título e a consequente subida à 1.ª Divisão, a três jornadas do fim.


O treinador Tiago Correia conta alguns pormenores sobre o percurso da equipa e revela o objetivo para a nova época desportiva.

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O título de campeão distrital da 2.ª divisão foi o objetivo definido no início da temporada?


Quando começamos a preparar a época, bem antes do primeiro jogo, definimos claramente os objetivos. O grande e principal objetivo era a subida de divisão e consequente regresso à primeira distrital que não acontecia à alguns anos. Mas, quando formamos o grupo e percebemos que coletivamente estávamos fortes, definimos claramente que o objetivo era ser campeão distrital.


A equipa garantiu a subida de divisão bastante cedo fruto dos excelentes resultados obtidos na fase de apuramento do campeão, exceção feita para os últimos dois jogos. O que se passou realmente em Lagameças e em casa com o Melidense. Houve excesso de confiança?

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Fomos perfeitos até nos sagrarmos campeões. Obtivemos 8 vitórias em 8 jogos na fase final. No total da temporada foram 32 jogos, 26 vitórias, 1 empate e 7 derrotas, duas das quais efetivamente nos dois últimos jogos da época, contra o Lagameças e o Melidense. Foram jogos diferentes, em total descompressão. Mesmo, inconscientemente, a equipa relaxou porque subiu de divisão a três jornadas do fim e sagrou-se
campeã na jornada seguinte. Contra o Lagameças optamos por dar jogo a muitos atletas que não tiveram nenhum, ou muito poucos minutos, durante o campeonato, inclusive o guarda-redes que jogou os 90 minutos, que é da equipa sub-19. Todos os atletas mereciam minutos e tempo de jogo pelo esforço e dedicação que sempre tiveram em cada treino, mesmo não sendo opção regular minha. O jogo contra Melidense já foi diferente, utilizamos a equipa que jogou mais durante todo o campeonato, mas sentimos que o clima já era de total descompressão, festa e preparação da época seguinte, a vários níveis. Nada justifica as duas derrotas, porque quem joga neste clube não pode, nem deve lidar bem com a derrota, mas serviu de aprendizagem. Foram semanas de festa, merecida, treinamos pouco nessas duas semanas e acabamos por não vencer os jogos, mas o que tínhamos que fazer, estava feito. Fomos os melhores durante toda a época.


O grupo de trabalho integrava jogadores com grande experiência no futebol nacional. Isso foi determinante para alcançar o sucesso?


Sim. O plantel foi pensado ao detalhe. A mistura de experiência com juventude era essencial para o sucesso, mas não à sorte. Experiência com compromisso e vontade de ganhar, mesmo já tendo ganho várias vezes. E, juventude com muita vontade de aprender e ganhar. Fomos buscar homens de grande carácter e jovens com muita vontade de aprender e ganhar. Formamos um grupo que se alimentava de vitórias e de sucessos, com humildade, muita vontade de ganhar e muita qualidade também.

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O planeamento para a nova época desportiva já começou a ser definido?


O planeamento começou ainda antes da época terminar. As conversas e as ideias começaram a ser delineadas e acertadas assim que fomos campeões. Com os objetivos alcançados havia que preparar os próximos.


E em relação ao plantel, a espinha dorsal da equipa campeã é para manter?


Obviamente. Como em qualquer equipa campeã, é fácil perceber que os jogadores que foram mais utilizados são para tentar manter, sabendo que não será possível manter todos por diversas razões. Mas sim, a ideia é manter a espinha dorsal da equipa.


Tendo em conta que vai jogar num escalão superior onde as exigências são maiores, são esperados também alguns reforços?


É verdade. As exigências são claramente maiores. Vamos para um campeonato muito competitivo e, por isso, teremos que fazer bastantes ajustes no plantel. Como a divisão é diferente, o plantel terá naturalmente que ser diferente. Queremos reforçar-nos para ficarmos com uma equipa equilibrada e competitiva. O Seixal terá que garantir a manutenção na 1.ª Divisão Distrital e, assim sendo, queremos ser competitivos contra todos os adversários e ganhar todos os jogos, a cada domingo. Quem vier jogar para o Seixal tem que saber ao que vem. Aqui temos exigência máxima ou mostra valor e acrescenta qualidade ou não vem. É nesta base que queremos reforçar a nossa equipa. Queremos fazer do coletivo a nossa maior arma, sabendo que se assim for, alguns atletas se irão destacar.


Há algo mais que queira acrescentar?


Deixar um agradecimento público especial a todos os adeptos do Seixal Clube 1925 pelo apoio que deram durante toda a época. Agradecer a todos os familiares e amigos que ficam privados da nossa presença diária, para estarmos noutra família, a do nosso plantel, que nos leva muito tempo, mas que no final sabe bem quando se ganha. Por último, mas não menos importante, agradecer também a todos os jogadores que fizeram parte deste plantel do Seixal Clube 1925, época 25/26, e a toda a equipa técnica. Todos eles foram peça chave no sucesso alcançado. O Seixal está de volta.

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