Eleitos questionaram o executivo sobre vários assuntos entre os quais a falta de equipamentos nas salas de ensino estruturado
Os vereadores do PS na Câmara de Setúbal voltaram a alertar para um conjunto alargado de problemas que consideram continuar sem resposta por parte do executivo municipal, abrangendo áreas como mobilidade, educação, proteção civil, espaço público e funcionamento dos serviços.
Entre as preocupações destacadas está o mau estado de conservação de várias vias em Azeitão, situação que, segundo a bancada socialista, se arrasta há vários mandatos e se agrava em períodos de chuva, comprometendo a segurança rodoviária. Ruas como a Nova Jardia, Padaria, São Gonçalo, História Portuguesa, Salmoura e Quinta do Picão, algumas ainda em terra batida, permanecem sem intervenções de requalificação, levando o PS a exigir soluções concretas.
Outro tema abordado prende-se com a falta de equipamentos nas Salas de Ensino Estruturado dos agrupamentos Lima de Freitas e Ordem de Santiago, em funcionamento desde o início do ano letivo 2025/2026. Os vereadores do PS denunciaram a ausência de mobiliário, material pedagógico e pontos de água, situação que obriga docentes a recorrer a meios próprios.
No âmbito da proteção civil, os socialistas solicitaram um ponto de situação sobre os danos provocados pelas tempestades Kristin e Leonardo, incluindo quedas de árvores e inundações. Alertaram, em particular, para a permanência de duas árvores de grande porte caídas na Rua António Joaquim Henriques, com cabos danificados, sem intervenção após vários dias.
Fernando José, Joel Marques Patrícia Paz e Ana Carvalho questionaram ainda o atraso na requalificação do Campo Municipal das Pedreiras, cujo prazo inicial era de 75 dias, a não renovação de licenças de ocupação do espaço público na Avenida José Mourinho, o estreitamento de vias em obras de requalificação, e a eficácia da reorganização dos serviços municipais.
Sobre a proposta da CDU para a introdução de intérprete de Língua Gestual Portuguesa nas sessões autárquicas, defenderam o alargamento desta medida. Na sequência da reunião pública do passado dia 23 de janeiro, os vereadores socialistas reagiram ao que consideram ser acusações do movimento “Setúbal de Volta” e do Chega, que os responsabilizaram por bloquear a ação do município e por alegadas falsas informações sobre o novo tarifário dos Serviços Municipalizados de Setúbal.