Programa incluiu ainda sessão dedicada ao estuário do Sado, com a participação do ICNF , bem como uma mesa-redonda sobre o Plano Nacional de Restauro da Natureza
A Universidade Politécnica de Setúbal (UNIPS) acolheu, nos dias 8 e 9 de outubro, o encontro anual do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, a iniciativa reforçou a integração da instituição na rede nacional de investigação e promoveu novas oportunidades de colaboração científica.
Segundo o coordenador da unidade regional MARE-UNIPS, Ricardo Salgado, a realização do encontro assume uma particular importância na afirmação da universidade no consórcio.
“A UNIPS entrou há pouco tempo para o consórcio. É a primeira vez que acolhemos um encontro nacional do MARE e, nesse sentido, é um momento importante para a afirmação da Universidade nesta rede científica”.
Ao longo dos dois dias, cerca de 180 investigadores, de uma comunidade composta por aproximadamente 700 elementos distribuídos por oito unidades regionais, participaram em reuniões de trabalho, sessões temáticas e debates sobre os desafios futuros da investigação ligada ao mar e ao ambiente.
O programa incluiu ainda uma sessão dedicada ao estuário do Sado, com a participação do Instituto, da Conservação, da Natureza e das Florestas (ICNF), bem como uma mesa-redonda sobre o Plano Nacional de Restauro da Natureza e a implementação das metas para os ecossistemas de água doce e marinhos.
A aproximação entre as várias equipas de investigação, distribuídas por diferentes regiões do país, foi apontada como um dos principais objetivos do encontro. Entre as áreas consideradas estratégicas para o futuro destacam-se a aquacultura, o desenvolvimento de novas tecnologias e o reforço do aconselhamento científico à gestão das pescas.
O diretor do MARE, Pedro Raposo de Almeida, manifestou preocupação relativamente ao período pós do próximo ano, considerando que podem vir a existir incertezas a nível dos concursos e dos mecanismos de financiamento.
Ainda assim o diretor, destacou a capacidade da instituição para enfrentar os desafios futuros, defendendo um reforço da ligação ao tecido empresarial como forma de diversificar as fontes de financiamento.