Vão ser dirigidos à comunidade cerca de 218 mil euros, valor que Frederico Rosa considera insuficiente
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIM PS) considera que a verba de cerca de 218 mil euros dirigida no Orçamento do Estado 2027 à comunidade intermunicipal é insuficiente, mas assume que o órgão vai trabalhar com o financiamento disponível.
“Isto é uma verba de funcionamento, é a verba mais pequena que o Governo deu a todas as CIMs do País – a verba mais diminuta foi para a CIM Península de Setúbal. Não temos estado de espírito, registamos e vamos trabalhar com o que temos. Se é esta verba que o Governo nos vai dar, não vai dar nada. Se é com esta verba que o governo vai transferir as transferências de Estado para a CIM, é com ela que vamos ter de fazer o nosso trabalho – mais as cotizações dos município – e devemos cumprir tudo aquilo que desejamos”.
Frederico Rosa conforma-se com a informação partilhada esta quinta-feira, dia em que o executivo de Luís Montenegro entregou o documento, e adianta que não vai ‘pedir’ mais do que aquilo que foi atribuído – e que está focado no próximo quadro comunitário. “Não quero perder tempo a reivindicar mais dinheiro, quero alocar todas as energias a termos um Plano Estratégico para a Península de Setúbal – que vamos ter a tempo e horas – de forma a podermos ir para o próximo quadro comunitário dos fundos com mais força”, revela a O SETUBALENSE.
No entanto, não deixa de apontar os problemas que a região vive. “A degradação de serviços educativos, de serviços de saúde, é aqui que a população mais cresce e é aqui que os grandes projetos nacionais vão se situar e ainda vai nos trazer mais população. Por isso, nós temos de nos preparar para isto. Através, obviamente, de uma estratégia comum, através dos fundos comunitários, dos fundos do orçamento do Estado, que têm de vir, se não for agora, têm de vir, para depois não sermos surpresos lá a frente”.
A evolução do conjunto dos nove municípios é o foco, estando alinhados “desde os atores políticos, empresariais, educativos, da sociedade civil, das IPSS, toda a gente tem este foco de que esta Península de Setúbal vai passar por uma grande transformação e este é o momento de nos prepararmos e de preparar o futuro já hoje”.
Esta semana uma delegação da comunidade intermunicipal vai estar em Bruxelas a promover uma série de reuniões com o objetivo de perceber o cenário do próximo quadro comunitário – e que valores podem chegar à região.
“Temos de andar com uma estratégia comum, saber para onde é que vamos e dar esta força e este sinal à Península de Setúbal, às nossas empresas, à indústria, às pessoas, às escolas, às IPSS, é esta a mensagem que nós vamos levar e pois certamente sabemos que a verba que vai calhar para a nossa região, seja ela qual for, vai ter muito mais cofinanciamento do que teve alguma vez. Isto tem mesmo de ser um desígnio nacional, porque vamos fazer cá os grandes investimentos, temos de preparar a região para isto também”.