Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal critica tutela e exige renovação urgente de viaturas

Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal critica tutela e exige renovação urgente de viaturas

Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal critica tutela e exige renovação urgente de viaturas

Voluntários da região combatem incêndios em todo o País em veículos com mais de 25 e 30 anos de uso. Limitações e riscos para a segurança aumentam

As associações humanitárias de bombeiros do distrito de Setúbal “reforçam anualmente o combate a incêndios em todo o País, mas continuam a operar com uma frota envelhecida”. A afirmação é da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal, que exige e considera inadiável a renovação da frota de viaturas das corporações da região, “através de apoios do Estado e da utilização dos fundos comunitários disponíveis”.

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Em comunicado enviado esta terça-feira à redação de O SETUBALENSE, a federação lembra que os bombeiros do distrito “desempenham, todos os anos, um papel fundamental no dispositivo nacional de combate aos incêndios rurais, mobilizando Grupos de Reforço para diferentes regiões do País, sempre que são chamados a apoiar operações”. Um reforço que, sublinha a federação, “é realizado sem deixar de assegurar a capacidade de resposta às populações do próprio distrito de Setúbal”.

Porém, lamenta que essa capacidade de resposta seja “atualmente assegurada, em grande medida, através de uma frota de viaturas que apresenta idades superiores a 25 e 30 anos, com todas as limitações e riscos” que daí advêm. E aponta o dedo à tutela, ao manifestar “preocupação pelo facto de, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e de outros programas de apoio e fundos comunitários destinados à renovação e reforço dos meios de proteção e socorro, o distrito de Setúbal — com particular incidência na península de Setúbal — não ter beneficiado da atribuição de viaturas destinadas à renovação ou reforço da sua capacidade operacional”.

Uma realidade que, segundo a federação, “merece uma reflexão séria” por parte das entidades responsáveis. “Não é razoável exigir aos bombeiros que mantenham uma elevada capacidade operacional, que estejam disponíveis para apoiar missões em qualquer ponto do território nacional e que, simultaneamente, continuem a garantir a resposta diária às suas comunidades, sem que sejam assegurados os meios adequados para cumprir essa missão em condições de segurança e eficácia.”

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Para a federação, a renovação da frota “não pode ser encarada apenas como uma questão de modernização”. “É uma questão de capacidade operacional, de segurança e de proteção de vidas. Viaturas de combate a incêndios com 25 ou 30 anos de serviço implicam maiores custos de manutenção, maior probabilidade de avarias, dificuldades na disponibilidade de peças e, sobretudo, representam um desafio acrescido para a segurança dos bombeiros que diariamente operam estes veículos em situações de elevado risco”, reforça.

Nesse âmbito, considera “fundamental que o Estado reconheça também a necessidade de reforçar os meios disponíveis no próprio distrito” e que “sejam criados ou reforçados programas específicos de financiamento para a aquisição e renovação de viaturas de combate a incêndios”, de forma a permitir aos bombeiros voluntários a substituição progressiva dos veículos mais antigos e um aumento das suas capacidades operacionais.

A finalizar, a federação defende que o distrito de Setúbal “deve ser incluído de forma efetiva nas próximas oportunidades de financiamento público e comunitário destinadas à proteção civil e aos bombeiros”, no sentido de ser corrigida uma situação “injusta e desadequada face às necessidades existentes”.

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