Manuel Guerra Henriques: “O Vitória tem um passado heroico que merece todo o esforço que possamos fazer agora”

Manuel Guerra Henriques: “O Vitória tem um passado heroico que merece todo o esforço que possamos fazer agora”

Manuel Guerra Henriques: “O Vitória tem um passado heroico que merece todo o esforço que possamos fazer agora”

Presidente do órgão consultivo diz ter expetativas elevadas para a assembleia geral de quinta-feira. Relembra Eugénio Fonseca e a importância para o desempenho das suas funções

O presidente do Conselho Vitoriano está confiante com a assembleia-geral convocada para esta quinta-feira. Manuel Guerra Henriques considera que sócios, direção e simpatizantes têm de estar todos do mesmo lado: voltar a colocar o emblema no lugar do qual saiu “injustamente”.

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Considera que os sócios estarão mais bem informados sobre o contrato de parceria com o Grupo TAVFER. Mas é perentório, e assume que não há alternativa senão a aprovação do ponto.

Os sócios do Vitória Futebol Clube são chamados para na próxima quinta-feira (dia 17), entre outros assuntos, votar a ratificação do contrato de parceria com o Grupo TAVFER. A assembleia-geral está marcada para as 20h30, e decorre no Pavilhão Antoine Velge, começando com a votação de uma moção proposta pela direção.

Em entrevista a O SETUBALENSE Manuel Guerra Henriques recorda o seu antecessor, Eugénio Fonseca, e a importância desta personalidade no desempenho das suas atuais funções.

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Contra o negativismo e o pessimismo, e poucos dias depois de o clube ter atingido a marca de 10 mil associados, o responsável entende que o Vitória está numa rampa de crescimento, e que os frutos vão ser colhidos pelas atuais e futuras gerações.

Como é que vê o momento atual do Vitória de Setúbal enquanto presidente do Conselho Vitoriano?

Como presidente do Conselho Vitoriano, sou sempre positivo e otimista. E tenho, enfim, fazer com que o conjunto de pessoas que estão uma noite ali naquele espaço, estejamos sempre pela positiva.

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O Vitória de Setúbal, tem um passado heroico, é um passado que merece todo o esforço que possamos fazer agora. Não há nenhuma razão para sermos ridiculamente negativos quando o Vitória passou uma etapa má, é verdade, também foi maltratado em alguns casos, em que foi atirado por terceiros para situações que, do ponto de vista físico e mesmo financeiro, conduziu o Vitória a uma situação da qual estamos a sair.

Mas, temos de acreditar, e acreditamos, que o Vitória de Setúbal tem muita gente, tem muita gente capaz, muitos jovens – que é agora uma coisa muito recente, se nota muito, muitos jovens que aderiram ao Vitória e querem ser do Vitória – e isto é inquestionável. E, portanto, nós, já com alguma experiência, só temos é que dar o exemplo. E naquela turma que dirijo, não aceito o negativismo e o pessimismo.

E também não permito que haja eco cá para fora de coisas menos boas. Quem me ensinou a ser correto foi o nosso falecido há pouco tempo, Eugénio Fonseca, que era um bom exemplo, foi um bom exemplo. Quase me confundi muitas vezes com ele, porque concordava muito com os gestos, as posições dele, e a maior parte dos nossos colegas, amigos vitorianos, que estavam nas reuniões, nunca negaram o caminho por onde estávamos a ir.

Acho que é onde estamos. É retomar a certeza de que o Vitória tem um passado, tem uma ‘estátua’ cá na cidade, que é inquestionável, que não se pode destruir, porque é impossível destruir. E devemos ter um Vitória num lugar de onde saiu injustamente. E acho que estamos a caminhar para lá.

Às vezes há uma certa orla de negativismo, mas não vence, vê-se as assembleias que tem havido, com um pequeno grupo de pessoas que se juntam com afirmações e perspetivas que não têm fundamento e que não conduziriam a nada. E a atual direção e os atuais órgãos – vejo nas assembleias – estamos muito solidários. E isso, para mim, é o mais importante. É ver que estou nesta mesa, tenho parte do secretário do órgão, tenho outros colegas por ali fora, que também fazem parte, mas vejo em cumprimento de outros deveres e obrigações vitorianas e temos um presidente em pé e que dá a cara, e que já o tenho visto lá, afirmativamente a defender contra pequenos grupos, às vezes a dizer mal de quem está a entregar-se em sacrifício. E não ganham, não podem ganhar. O Vitória é uma realidade que tem, é um nome.

Vitória é um nome, é o nome de uma realidade. Se é vitória, não é negativo, é seriamente positivo. E temos é só que apostar que vamos vencer: vai ser vitória.

Vim da província para a vitória do Vitória. E daqui não saio, é aqui que vou ficar até o fim. E onde estiver, se for preciso que eu possa, estarei. Não tenho interesse em lugares de poder, nem de nada.

Quando falam certas coisas, digo que é melhor não falarem. É melhor irem por aqui ou por ali ao encontro dos cidadãos, dos amigos, do Vitória, no sentido de criar um ambiente de gozo e de satisfação de estarmos cá.

Porque isto não é uma coisa obrigatória, mas é uma delícia vermos os nossos rapazes, as nossas meninas nos jogos e nas brincadeiras que já têm. E têm crescido, as modalidades, têm crescido muito.

Isto quer dizer que a cidade também vai crescer. Temos de crescer também a urbana que somos, e com certeza que é por aí que temos de ir. A câmara municipal também tem participado, como já vinha a fazer – mas sem dinheiro –, e algumas coisas estão a ter o significado de ‘avancem porque temos alguma segurança”. Isto é a esperança de que quem está no poder, na direção do clube, pode e deve, neste momento, ter força e confiança porque não há alternativa a isso.

Na próxima quinta-feira [dia 17] vai haver uma Assembleia Geral, que aliás já tem vindo a ser divulgada nas redes sociais do clube. Qual é que é a importância dessa próxima sessão?

Essa sessão, creio que é isso que está em jogo, é uma segunda volta num tema que é relevante e que na outra assembleia houve uma certa, ia dizer, uma espécie de ‘batalha’. Houve umas ameaças de quem não queria acalmar e pensar. E depois também houve bom senso de quem estava à frente e dizer “vamos-lhe dar a oportunidade de pensar melhor, vamos recalcular isto e da próxima reunião temos condições de passar”.

E acha que os sócios para esta sessão já virão com mais conhecimento?

Não há alternativa.

Se perguntar pelas expectativas da assembleia geral…

A expectativa é positiva. Por exemplo, tenho a estratégia de os meus colegas, os nossos colegas da reunião que eu dirijo, ficamos aqui. O que se passou aqui é para, no nosso exercício particular, cada um, ter uma orientação.

Agora, não é para andar aí na rua a ‘diz que disse’ e a dizer que não concorda ou que vai para outro sítio. Não, isto aqui é a declaração da fidelidade a este clube.

E é isso que estamos aqui a fazer: lucidez, esclarecimento e fidelidade. Penso que, em geral, a maioria está nesse caminho.

Há pouquíssimos dias, o Vitória atingiu a marca dos 10 mil associados. Com que olhos é que vê este número que já vem com cinco dígitos.

Acho que é muito positivo, é o sinal de um coletivo de cidadãos que dizem que vale a pena. O Vitória está para crescer e para sermos nós os desfrutadores daquilo que agora se vai construir – nós, os nossos herdeiros, a seguir.

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