8 Dezembro 2022, Quinta-feira
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Alsa Todi anuncia 74 motoristas e enfrenta plenário e manifestação de utentes

Melhorias esperadas a partir de quarta-feira, dia em que os trabalhadores realizam plenário por descontentamento. Utentes manifestam-se sexta-feira na Moita

A Alsa Todi está a preparar-se para assegurar 100% da oferta de transporte público rodoviário em Setúbal, Palmela, Moita, Montijo e Alcochete (área 4) já a partir desta quarta-feira. A informação foi revelada por Rui Lopo, administrador da Transportes Metropolitanos de Lisboa, e assenta num compromisso que o responsável – na passada quarta-feira em audiência na Assembleia Municipal do Montijo – disse estar assumido pela operadora, a qual, dois dias depois, anunciou estar prestes a contar com 74 novos motoristas, sendo a maior parte oriunda de Cabo Verde.

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“Entre os que já estão em formação e [os] que vão entrar, a Alsa Todi tem um reforço de 74 novos motoristas, que se juntam aos mais de 300 da sua equipa”, disse fonte da operadora a O SETUBALENSE. Mas nem todos vão poder pegar de imediato ao volante dos autocarros. Apenas uma parte, precisamente a que está prestes a concluir o processo de formação.

Os outros vão ter ainda de passar pelo mesmo tipo de acção formativa, cuja média de duração é de “duas semanas”. São aqueles que foram recrutados no exterior do País e que só há cinco dias viram resolvida as formalidades administrativas necessárias para poderem começar a operar. E devem ser meia centena, a avaliar por aquilo que Rui Lopo avançou à Assembleia Municipal do Montijo. Segundo o administrador da TML foram 50 os motoristas contratados que “receberam passaportes” na quarta-feira passada.

A informação acabou por ser confirmada pela operadora que, no entanto, não revelou se o número corresponde ao divulgado por Rui Lopo. “A Alsa Todi reconhece o empenho das autoridades na emissão de vistos em relação aos novos motoristas oriundos de Cabo Verde, que surgem aproveitando a possibilidade dada pelo diploma relativo ao uso em Portugal das cartas de condução por parte dos detentores de títulos emitidos pelos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, fez notar a mesma fonte da operadora. A falta de mão-de-obra especializada em Portugal é o motivo alegado pela Alsa Todi para recurso à contratação externa.

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Sinal preocupante

Porém, para esta quarta-feira, 2, em que é esperado o arranque do reforço do serviço, está agendado um plenário dos trabalhadores, a ter lugar entre as 10h30 e as 11h30 nas instalações da Varzinha, em Setúbal.

Um sinal que vai no sentido oposto ao da expectativa de que com este reforço de motoristas o serviço possa ser assegurado na plenitude já em Novembro. É que na base do plenário convocado por três estruturas sindicais está “o agravamento das relações de trabalho” sentido pelos trabalhadores da Alsa Todi e o excesso de carga horária é uma das razões de queixa dos motoristas, o que pode vir a gerar novos constrangimentos.

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Sobre o plenário, a operadora apenas admite que é um direito que assiste aos trabalhadores, ao mesmo tempo que reconhece o “esforço” de todos, considerando-os “essenciais para a operação”. E lembra, a concluir, que rubricou um acordo de empresa com as organizações representativas dos trabalhadores no final de Julho passado, que é válido até 2026 e que abrange os cerca de 400 funcionários da Alsa Todi.

Sexta-feira Utentes voltam a sair à rua em protesto

Apesar do reforço de serviço anunciado para a área 4, as comissões de utentes da Península de Setúbal decidiram convocar para a próxima sexta-feira, pelas 18 horas, uma manifestação junto às oficinas da Alsa Todi, no concelho da Moita. Os utentes dizem-se “casados de promessas e anúncios” e voltam a sair à rua para exigirem à Alsa Todi e à TST “o cumprimento dos contratos de concessão e das carreiras e horários estipulados”.

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