27 Junho 2022, Segunda-feira
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Patrícia Gaspar afirma que qualquer euro gasto pelas autarquias na Protecção Civil é um investimento

A secretária de Estado da Protecção Civil esteve em Alcochete onde alertou para a importância da prevenção de riscos em ambiente industrial 

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A secretária de Estado da Protecção Civil, Patrícia Gaspar, considera que todo o investimento aplicado na prevenção de riscos, inclusivamente em ambiente industrial, “é fundamental para que o País se desenvolva e crie emprego”, isto com segurança para os trabalhadores, população e meio envolvente.

“Nos últimos anos, temos vindo a falar cada vez mais na importância do patamar local, na criação de comunidades mais resilientes, na criação de municípios mais capazes, mais robustos para responder às emergências que, em 90% dos casos, começam e terminam na escala local”.

Patrícia Gaspar falava durante a abertura da conferência “Prevenção e Segurança em Ambiente Industrial” que decorreu no Forum Cultural de Alcochete, na passada quarta-feira, que reuniu especialistas sobre este sector, responsáveis de empresas e autarcas com o objectivo de sensibilizar os vários actores para a implementação de medidas no âmbito da prevenção e segurança em ambiente industrial e na redução do risco de qualquer acidente industrial, num ambiente de trabalho seguro e protegido.

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“Sem segurança não há desenvolvimento e qualquer euro que os autarcas coloquem na protecção civil, nos trabalhos de prevenção, de preparação e também de resposta, não é um custo, é seguramente um investimento para a protecção de todos, sem excepção”, vincou a secretária de Estado ao mesmo tempo que elogiou a Câmara de Alcochete pelo trabalho que tem feito ao nível da protecção civil, e por ter lançado a reflexão sobre um tema que considera “relevante para o Distrito de Setúbal”.

A governante lembrou a sua ligação à região onde foi comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS Setúbal), e deu “os passos mais importantes” da sua carreira na área da protecção civil. “Foram quatro anos de enorme experiência, de grande aprendizagem, e foi aqui perto, no concelho vizinho [Montijo], que me estreei na primeira operação que comandei no terreno; um incêndio industrial, numa unidade de transformação de carnes”.

Destacou ainda, que enquanto exerceu funções no CDOS, além da sua preocupação pela concentração de indústrias SVESO no distrito (directiva comunitária que obriga à identificação de zonas industriais apresentando riscos de acidentes graves), outra das fontes do seu receio era ocorrência de um grande incêndio florestal na Arrábida.

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Quanto aos riscos de acidente nas indústrias, também revelou, citada em site do Governo, que estas “não eram a grande fonte de preocupação, porque todas elas tinham o trabalho de casa feito. Tinham implementados os planos de segurança, os planos de emergência perfeitamente articulados, quer do ponto de vista interno, quer do ponto de vista externo, com as autarquias, com os corpos de bombeiros e com as forças de segurança”. No entanto, “nunca se pode descansar sobre os resultados”, alertou.

Também na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Fernando Pinto, reportou-se ao trabalho do Serviço Municipal de Protecção Civil junto das empresas do concelho, onde existe uma colaboração “sempre numa perspectiva de aproximação e atitude preventiva”. Mas sublinhou que é preciso ter consciência de que “é impossível reduzir a zero o risco”, uma vez que “que os imponderáveis e os acidentes acontecem, mas trabalhar em conjunto no sentido de promover a segurança e a protecção é uma prioridade”. E o mesmo disse Patrícia Gaspar.

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