MDM contra centralização das urgências obstétricas na península

MDM contra centralização das urgências obstétricas na península

MDM contra centralização das urgências obstétricas na península

Movimento considera que número de grávidas transportadas pelos bombeiros e distância até às maternidades aumentou

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) não é favorável à centralização das urgências obstétricas na Península de Setúbal, considerando que a medida não resolveu os problemas de assistência aos partos não programados, e que agravou o acesso das grávidas aos cuidados de saúde.

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Em comunicado o movimento afirma que, este ano, a urgência obstétrica do Hospital do Barreiro foi encerrada, tendo as grávidas passado a ser encaminhadas para o Hospital Garcia de Orta. Segundo a organização, esta alteração “aumentou o número de grávidas em trabalho de parto transportadas pelos bombeiros e a distância que grande parte das parturientes tem de percorrer até à urgência”.

O MDM recorda ainda a criação da pré-triagem telefónica obrigatória para grávidas antes da deslocação às urgências (SNS Grávida), e refere casos de crianças que nasceram em ambulâncias, automóveis e na via pública.

A centralização, referem, foi justificada pela necessidade de evitar falhas provocadas pela falta de médicos, mas, durante os primeiros três meses de funcionamento, registaram-se constrangimentos nas escalas que levaram ao encaminhamento de grávidas para hospitais de Lisboa ou para o setor privado.

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O MDM considera que a situação sobrecarrega outras maternidades e promove o recurso ao setor privado, quer através do encaminhamento de utentes, quer do financiamento público dos serviços prestados por essas unidades.

No comunicado, a organização defende que a centralização das urgências obstétricas “não resolveu, não resolve e não vai resolver” os problemas da assistência médica aos partos não programados na Península de Setúbal, acusando o Governo de degradar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e de reforçar o setor privado.

O movimento sustenta que a solução passa pela valorização salarial e das carreiras dos profissionais de saúde, pelo aumento do número de vagas e pela aceleração dos processos de contratação nas especialidades de ginecologia e obstetrícia, anestesia, psicologia e pediatria. Defende ainda melhores condições de trabalho, acesso à atualização de conhecimentos e o reforço dos recursos materiais das maternidades e blocos de parto. O movimento democrático afirma que o nascimento de um bebé deve ser “um momento feliz, natural e seguro” e apela ao cumprimento do direito das mulheres a cuidados de saúde adequados durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

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