Inteligência Artificial e sustentabilidade do jornalismo foram debate em sessões da API

Inteligência Artificial e sustentabilidade do jornalismo foram debate em sessões da API

Inteligência Artificial e sustentabilidade do jornalismo foram debate em sessões da API

Jornadas Técnicas da Imprensa Regional, que decorreram nos últimos meses, tiveram no centro do debate estes dois temas

A utilização de inteligência artificial no jornalismo e a sustentabilidade económica das empresas jornalísticas foram dois dos temas que mais estiveram em debate durante as Jornadas Técnicas da Imprensa Regional 2026, promovidas pela Associação Portuguesa de Imprensa (API). Estas decorrem nos últimos meses no Fundão, Lisboa e Vila Real.

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As sessões reuniram jornalistas, editores, académicos, investigadores e especialistas para debater o impacto da inteligência artificial, a transformação dos modelos de negócio, a inovação editorial, os direitos de autor e a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social.

Para a API a IA pode ser uma para aumentar a eficiência das redações, melhorar processos e apoiar o trabalho jornalístico, mas a adoção desta ferramenta só será positiva se contribuir para reforçar a sustentabilidade das empresas de media, preservar a independência editorial e manter a confiança dos leitores.

No balanço da iniciativa, a presidente da direção da API, Cláudia Maia, destacou a necessidade de compreender as oportunidades e os riscos associados à utilização crescente da inteligência artificial no jornalismo. “Falámos de como usar e tirar o melhor partido da inteligência artificial nas redações, falámos dos perigos de utilizar a inteligência artificial nas redações, falámos dos mecanismos do algoritmo e de como o algoritmo escolhe as notícias. Isso a inteligência artificial não consegue fazer. Têm de ser os meios nacionais, regionais e locais que têm essa capacidade. Conhecem o seu leitor melhor que ninguém e sabem dar ao seu leitor aquilo que ele precisa”, referiu.

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Para a responsável, a proximidade, a autenticidade e o conhecimento profundo das comunidades continuam a ser fatores distintivos do exercício do jornalismo.

A API considera que garantir a sustentabilidade económica dos órgãos de comunicação social é uma condição indispensável para assegurar a independência editorial, investir na inovação, atrair talento e continuar a produzir informação credível e relevante para os cidadãos. Debates, formação e partilha de conhecimento, maior colaboração entre empresas de media, jornalistas, universidades, centros de investigação, entidades tecnológicas e decisores públicos, são algumas das soluções apresentadas.

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