Mostra, organizada em 10 episódios, dá a conhecer memórias e vivências de quem passou tempos no bairro localizado em Alcochete
O Hospital do Barreiro, da Unidade Local de Saúde (ULS) Arco Ribeirinho, recebe a partir de hoje a exposição “Vozes do Passil”. A mostra, patente até 14 de setembro, fixa-se na unidade hospitalar depois de ter sido apresentada no renovado Centro Social do Passil, em Alcochete.
Promovida pela Câmara Municipal de Alcochete e integrada no Museu Ubuntu da Empatia, através de uma parceria com o Instituto Padre António Vieira, a mostra é agora acolhida pela Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho (ULSAR) e poderá ser visitada na entrada principal da unidade hospitalar.
A mostra “é um museu virtual de memórias que conta com diferentes testemunhos, dá espaço à diversidade e à complexidade das experiências vividas, reunindo memórias de escassez e de alegria, de trabalho e de convívio, de estigma e de pertença. O resultado é um retrato plural de um território feito de pessoas, relações e histórias partilhadas”, lê-se em informação enviada a O SETUBALENSE.
“Vozes do Passil” dá a conhecer os testemunhos de pessoas que viveram, cresceram ou construíram a sua vida no Bairro do Passil, uma pequena localidade localizada no concelho de Alcochete e onde, já este ano, foi inaugurado um centro social para estimular aquela população.
Organizada em 10 episódios, a coleção percorre diferentes dimensões da vida no bairro, desde a origem e identidade do bairro às experiências de infância, escola e trabalho. Aborda ainda as artes e ofícios, o comércio local, a cultura, as tradições e as relações de entreajuda, bem como as condições materiais de vida, as infraestruturas, os serviços, a mobilidade e a mudança, terminando com um olhar sobre o cuidado e o futuro da comunidade.
A apresentação da exposição no Hospital do Barreiro “permite levar estas vozes e estas memórias para além do território onde foram recolhidas, aproximando novos públicos de uma realidade comunitária contada na primeira pessoa e criando um espaço de encontro entre memória, comunidade e território”. Está disponível para visitas, de forma gratuita, até ao próximo dia 14 de setembro.