Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China. A China acusou as Filipinas de realizarem ações provocatórias no Mar do Sul da China e afirmou que esses episódios não deverão comprometer o aprofundamento da cooperação entre Pequim e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Segundo as autoridades chinesas, no dia 23 de julho dois navios oficiais filipinos entraram numa área marítima que Pequim considera estar sob a sua jurisdição em Huangyan Dao, apesar dos avisos emitidos pela Guarda Costeira chinesa. Três dias antes, de acordo com a mesma versão, elementos filipinos terão também protagonizado um incidente no recife de Ren’ai Jiao, envolvendo agentes da Guarda Costeira da China.
As autoridades chinesas consideram que os dois episódios ocorreram durante a Reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros China-ASEAN e tiveram como objetivo perturbar o relacionamento entre a China e os países da associação regional.
Durante o encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, defendeu que os países da região devem cumprir a Declaração sobre a Conduta das Partes no Mar do Sul da China, reforçar a cooperação regional e opor-se, segundo afirmou, à interferência de forças externas e a ações suscetíveis de aumentar as tensões.
Num encontro bilateral com a secretária dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, Ma. Theresa P. Lazaro, Wang Yi apelou ao fim das ações consideradas provocatórias por Pequim nas questões marítimas e defendeu a adoção de medidas que contribuam para estabilizar as relações entre os dois países.
De acordo com a China, vários responsáveis da ASEAN manifestaram igualmente apoio à manutenção da estabilidade regional. O secretário-geral da organização, Kao Kim Hourn, reiterou o objetivo de promover o Mar do Sul da China como uma zona de paz, cooperação e amizade. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Malásia, Mohamad Hasan, afirmou esperar que o Código de Conduta para o Mar do Sul da China possa ser concluído durante a Cimeira da ASEAN prevista para novembro.
As autoridades chinesas destacaram ainda a importância da cooperação económica entre a China e a ASEAN. Segundo dados apresentados por Pequim, o comércio bilateral ultrapassou um bilião de dólares norte-americanos no ano passado e atingiu 4,34 biliões de yuans no primeiro semestre deste ano, representando um crescimento homólogo de 18,2%.
Na avaliação das autoridades chinesas, o aprofundamento da cooperação entre a China e a ASEAN deverá prevalecer sobre as divergências existentes no Mar do Sul da China.