Dia da greve geral conta com várias ações promovidas pelo sindicato que convocou ações contra a Lei Laboral
Está marcada para esta quarta-feira a greve geral dos trabalhadores, contra a Lei Laboral aprovada pelo Conselho de Ministros. Na região de Setúbal multiplicam-se as ações e protestos agendados para os dias 2 e 3 de junho.
No que diz respeito a manifestações sabe-se que a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) tem marcadas três manifestações. A primeira, pelas 10 horas, decorre no Seixal, entre a rotunda de Cruz de Pau em direção ao jardim do Fogueteiro. Meia hora mais tarde a luta chega a Setúbal, com uma marcha entre a Praça do Quebedo e o Largo da Misericórdia. Durante a tarde o sindicato ruma ao Barreiro para, às 15 horas, se manifestar desde a rotunda do Luso até ao Parque Catarina Eufémia.
A estas estão associados o PCP e o Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), entre outras organizações.
Durante todo o dia vão estar ‘montados’ os piquetes de greve no Hospital do Barreiro (a partir das 00h30), no Hospital São Bernardo (8 horas), na Escola D. João II, em Setúbal (9 horas), e no Hospital Garcia de Orta (10h30). Nestes locais, os sindicalistas vão convidar os trabalhadores a aderir à greve e, ainda, dar conta da adesão ao dia de paralisação geral.
Na segunda-feira, 1 de junho, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, vai estar em Setúbal, na empresa Autoneum, na zona do Alto da Guerra, para uma ação com os trabalhadores.
A 22 de maio o líder dos comunistas também esteve na região, na empresa Hanon Systems, instalada em Palmela, onde referiu que a derrota do pacote laboral vai ser determinada pela força e unidade dos trabalhadores.
“Os trabalhadores são imprescindíveis. Sem trabalho não há nada, nada funciona e, portanto, se são os imprescindíveis, eles não merecem mais precariedade, merecem mais estabilidade, não merecem mais aperto nos salários, merecem mais salários, não merecem mais falta de respeito nem serem considerados como peças descartáveis”, disse Paulo Raimundo.
O secretário-geral do PCP sustentou que os trabalhadores precisam de ser valorizados, solidarizando-se com a luta que têm vindo a desenvolver nesta empresa, e apelou à unidade dos “imprescindíveis” para que continuem a lutar por uma vida melhor e por mais direitos.
“O que vai determinar o desfecho deste processo, a derrota deste pacote laboral, é a força e a unidade dos trabalhadores. Foi assim na outra greve geral, foi assim noutros locais, é assim nesta empresa e vai ser assim no dia 3 de junho também”, disse.
Paulo Raimundo adiantou que a Hanon “é um bom exemplo de uma empresa onde tudo aquilo que está projetado no pacote laboral do Governo se aplicaria com bom agrado pela empresa”.
“Aumentar a precariedade, além daquela que já existe aqui hoje, atacar os salários, substituir horas extraordinárias pelo trabalho à borla com o banco de horas individual é o sonho de uma empresa destas de laboração contínua, seis dias por semana e quer passar para sete dias”, disse. Com Lusa