Carta aberta em apoio às manifestações pela habitação assinada por 350 emigrantes

Carta aberta em apoio às manifestações pela habitação assinada por 350 emigrantes

Carta aberta em apoio às manifestações pela habitação assinada por 350 emigrantes

Fonte: Sábado

Iniciativa promovida pelo Núcleo de Bruxelas da Associação José Afonso exige também respostas do atual Governo

Mais condições salariais e uma habitação para todos são alguns dos temas da carta de emigrantes divulgada pela Associação José Afonso em forma de apoio às manifestações e acampadas que decorrem em Portugal pelo direito a uma casa.

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A carta aberta, divulgada pela Associação José Afonso – Núcleo de Bruxelas, reúne já mais de 350 subscritores, sabe-se em nota de Imprensa enviada a O SETUBALENSE. No documento, a associação acusa as forças de segurança de terem dispersado manifestações em Lisboa e no Porto com recurso a “violência desproporcionada”.

Segundo os dados do Observatório da Emigração, mais de um milhão de portugueses abandonaram o País nos últimos 15 anos à procura de melhores condições de vida e de um salário mais digno. 

A carta surge também em reação às recentes declarações do presidente do IHRU, que motivaram críticas por parte dos subscritores, o documento sublinha que os subscritores são “filhas e filhos do Estado Social” e recusam que o seu sacrifício seja glorificado ou apresentado como o caminho natural para a juventude portuguesa.

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A mesma exige também uma resposta do Governo liderado por Luís Montenegro às reivindicações dos manifestantes, entre as quais a rejeição da nova lei do arrendamento, o fim dos despejos sem alternativa habitacional, o impedimento da compra de habitação por fundos imobiliários, o reforço da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos e a imposição de tetos às rendas.

O documento apela ainda ao cumprimento do artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa, defendendo a proteção do direito à habitação, bem como a salvaguarda do direito à manifestação e a responsabilização política de quem tenha autorizado a repressão violenta de protestos pacíficos.

A associação divulgou também, através da mesma nota de imprensa, uma nova concentração proposta pelo coletivo informal “Acampada Solidarity Belgium”, que aguarda aprovação das autoridades locais para decorrer em frente à Embaixada de Portugal em Bruxelas, no dia 10 de novembro.

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Os subscritores encerraram  a carta com um apelo a “um Portugal onde se possa viver e onde se queira ficar” e ao qual os emigrantes possam regressar.

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