19 Junho 2024, Quarta-feira

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A revista que deu lugar à associação que fomenta a criação artística emergente na Margem Sul do Tejo

A revista que deu lugar à associação que fomenta a criação artística emergente na Margem Sul do Tejo

A revista que deu lugar à associação que fomenta a criação artística emergente na Margem Sul do Tejo

Este ano dão continuidade ao projecto “Caleidoscópio”, apoiado pela Direcção Geral das Artes, têm exposições e workshops agendados e já pensam em novos projectos para 2023

 

A ideia de criar uma revista de arte passa a realidade em Julho de 2018 pelas mãos de Margarida Mata e Pedro Cunha. Margarida é formada em Belas Artes e em Museologia e trabalha desde sempre na área cultural, no campo da mediação e produção. Pedro é designer gráfico e antes da criação da FOmE trabalhava enquanto freelancer e realizava outros trabalhos fora da sua área de formação. Quando no Verão de 2018 ficou sem trabalho, logo encontrou na Margarida a vontade de abraçarem novos projectos em conjunto. Em Dezembro do mesmo ano lançam o primeiro volume.

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“Pensámos criar uma empresa de design com uma vertente cultural forte, mas seria importante haver algo que distinguiria essa empresa. Tínhamos detectado que seria interessante haver um projecto como a FOmE, que unisse vários projectos artísticos emergentes em Setúbal, Pinhal Novo, Barreiro, etc.”, recordam. “Entre Julho e Agosto de 2018 planeámos o que seria a FOmE, em Setembro começámos a fazer contactos concretos e em Dezembro, sem apoios, recorrendo apenas a investimento pessoal, lançámos o primeiro volume”, adiantam.

Mais de três anos depois, a revista FOmE deu lugar a “uma associação cultural que através de vários projectos, e tendo a revista como núcleo, se dedica a fomentar a criação artística emergente na Margem Sul do Tejo”. Trabalham “em duas vias que se misturam” com artistas locais e não locais, em projectos no território, mas também além dele, “acreditando que são esses fluxos que podem contribuir para um crescimento mais concreto e consequente”.

Neste momento, a FOmE não é o seu trabalho a full time “pois ainda não temos as condições financeiras que o permitam”. O Pedro é designer freelancer e a Margarida trabalha enquanto assistente curatorial e produtora de artes visuais do Festival Iminente.

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A mistura de artistas, geográfica e de expressão, é a marca do projecto

Cada volume da revista apresenta, por norma, cerca de oito artistas, um artigo sobre música, outro sobre um projecto artístico e os restantes mais ligados às artes visuais.

“Nunca imaginámos que o projecto pudesse ter tantas derivações com a revista como núcleo. Neste momento, produzimos exposições, concertos, peças de arte pública, entre outros, e cremos que essa evolução é sintomática de que de facto seria muito necessário um projecto como o nosso”, consideram. “Queremos sempre dar destaque a artistas da região, mas não queremos criar uma bolha, queremos sim que as bolhas rebentem. Fazemos sempre misturas de artistas, tanto geográficas como de expressão, e achamos que essa é a marca da FOmE. Vemos esta mistura como uma missão que acaba por contribuir para um maior acesso às expressões emergentes”, continuam.

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Neste mês de Julho, sai mais um novo volume, inserido no projecto “Caleidoscópio”, que agrega os lançamentos de 2022, sempre acompanhados de concerto, exposição e obra de arte pública. “A nossa lógica é que a revista seja o núcleo a partir do qual nascem esses projectos. Além de contribuírem para uma maior visibilidade da FOmE, estes projectos são também uma forma de sustentar a FOmE e trazer mais trabalho aos artistas”, explicam. “Este ano vamos dar continuidade ao projecto ‘Caleidoscópio’, apoiado pela Direcção Geral das Artes e que contempla um ciclo de programação cuja primeira edição aconteceu no Pinhal Novo, com passagens pelo Barreiro e por Setúbal, realizar exposições, alguns projectos ligados à formação através de workshops e, entretanto, estamos a pensar em novos projectos já para 2023”, continuam.

Na hora de fazer um retracto do panorama cultural da região, Margarida Mata e Pedro Cunha reconhecem-no “vibrante, mas fragmentado”. Registam “diferenças muito acentuadas entre as várias localidades, tanto na quantidade como no género de programação e criação cultural”, sentindo igualmente que “os projectos circulam pouco entre municípios, assim como os públicos. Cabe-nos a nós, agentes culturais, tentar alterar esse panorama e criar redes entre nós que acabem por contaminar as instituições”.

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