2 Outubro 2022, Domingo
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O Setubalense em exposição sobre jornais centenários de Portugal e Brasil

Colecção junta 57 publicações numa demonstração do papel da imprensa como legado cultural

 

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No próximo dia 11 de Setembro será inaugurada uma exposição sobre os jornais centenários de Portugal e do Brasil. Esta mostra, que contará com a presença d’ O SETUBALENSE, começou em 2018, passando a ser luso-brasileira em 2019, agrupando agora 57 publicações centenárias, publicadas ininterruptamente, numa demonstração do papel da imprensa como legado cultural.

A colecção, que reporta a 1825, testemunha a história do jornalismo, da imprensa e da língua portuguesa, bem como a evolução cruzada dos dois países no contexto da formação política, ideológica, social, económica, cultural e científica do mundo até aos dias de hoje. Esta exposição contará com a participação de Mestre António Homem Cardoso, com retractos de personalidades portuguesas e brasileiras ligadas ao mundo da imprensa, destacando-se José Saramago e Maria de Lurdes Pintasilgo, por este ano se assinalar o centenário do seu nascimento.

Esta é a primeira actividade do Observatório dos Jornais Centenários que, com o interesse do Google Arts & Culture, passa a organizar eventos e estudos de investigação académica sobre a imprensa centenária. Enquanto candidata ao programa Memória do Mundo da UNESCO, esta mostra é uma chamada de atenção para o risco do deserto de notícias e a necessidade de preservar a floresta de memórias, que são os Jornais Centenários de Portugal e do Brasil.

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Em declarações a O SETUBALENSE, João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, explicou alguns propósitos deste projecto. “Queremos chamar a atenção das pessoas, para que percebam que se desparecerem jornais sem serem substituídos pelas suas plataformas digitais, o que vai acontecer é que não existe uma memória organizada relativamente aos jornais regionais”. O presidente também explicou que este projecto conta com a ajuda de um programa de inteligência artificial, que irá decifrar aquilo que está em certas páginas rasgadas ou manchadas, de modo a conseguir preencher o texto que falta nas publicações.

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