27 Junho 2022, Segunda-feira
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Sindicato dos Médicos exige reunião com Hospital Garcia de Orta para questionar sobre riscos do ciberataque

A direcção do SMZS diz que tanto médicos como utentes estão em risco, e fala mesmo na potenciação do erro médico   

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O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) vai reunir com os médicos do hospital Garcia de Orta, que serve directamente a população de Almada e Seixal, para averiguar se o ataque informático que ocorreu nesta unidade a 26 de Abril, “colocou em risco os cuidados de saúde aos utentes e a segurança dos médicos”, avança o sindicato em nota de Imprensa.

Nesta reunião, ainda sem data marcada, o sindicato faz questão de apontar que existem “uma série de actos que são realizados manualmente, potenciando o erro médico e limitando o acesso a informação imprescindível para o atendimento”.

No mesmo documento ontem enviado às redacções, o SMZS frisa que “exige uma resposta rápida e eficaz por parte do conselho de Administração, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e do Ministério da Saúde.

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“O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acompanha com preocupação a situação no Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, após o ataque informático no fim de Abril, onde os médicos não têm acesso ao sistema informático, colocando em risco os cuidados de saúde aos utentes e a segurança dos profissionais de saúde”, refere a mesma nota de Imprensa.

Observa ainda o SMZS que a impossibilidade de acesso à internet “impede a realização de diários clínicos, a parametrização de dados clínicos anteriores, da prescrição electrónica de medicamentos, a obtenção de baixas médicas ou o pedido de exames de diagnóstico”.

E afirma que os médicos “não conseguem aceder ao processo dos utentes, o que potencia o erro médico. Além disso, a visualização de exames apenas é possível manualmente, sem acesso a uma adequada parametrização dos valores de referência e obrigando a deslocações dentro do hospital. Já houve situações em que a prescrição manual motivou erros”.

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Simultaneamente, “o registo de primeiras consultas é efectuado manualmente, sem estar prevista ainda a passagem destes dados para o processo clínico digital dos utentes, e os relatórios são enviados através do telemóvel dos médicos, uma vez que nem todos os faxes se encontram operacionais”.

Esta situação tem levado médicos, profissionais de saúde e utentes a um grande “sentimento de preocupação, desalento e de insegurança, que se deve à falta de resposta do Conselho de Administração, que se escusa num plano de contingência que simplesmente não dá resposta”.

Defende o SMZS que a resolução desta situação “deve ser uma prioridade absoluta, mas apenas está prevista a sua resolução parcial no Verão e a resolução total no Outono – daqui a, pelo menos, quatro meses”.

Para a direcção do sindicato, considerando os vários ataques informáticos que têm vindo a acontecer, “é urgente que a tutela e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde intervenham no sentido de aumentar a cibersegurança no Serviço Nacional de Saúde”.

 

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