30 Novembro 2021, Terça-feira
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Músico setubalense Miguel Reis proporciona noite de ‘festa’ no Fórum Municipal Luísa Todi

O também compositor subiu ao palco do equipamento no sábado, onde ‘regou’ a música com simplicidade e talento

 

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O Fórum Municipal Luísa Todi recebeu, na chuvosa noite de sábado, o alter ego do cantor setubalense Miguel Reis, ‘Tio Rex’, para uma noite de ‘festa’, onde a música folk e a country foram ‘regadas’ com simplicidade e talento.

Para o palco, o anfitrião convidou uma dezena de músicos amigos, todos presentes no seu último álbum. Ao longo de duas horas, assistiu-se ao desfilar de toda uma vida musical, com quase dez anos de existência.

Fotografia de Alex Gaspar

Em primeiro lugar, procedeu-se à apresentação integral de “Life, Love, Loss & Death”, o terceiro álbum do músico, gravado antes da pandemia, mas só agora promovido.

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Depois, ‘viajámos’ por todos os discos anteriormente editados, momento em que se conheceu a consistência de um percurso iniciado em 2012, tudo isto intercalado com informações, notas e transposição de estados de alma, tão ao jeito do universo da música folk e country.

Neste ponto, o ‘Tio Rex’ esteve exímio. As suas inspirações, mais do que influências, foram óbvias, mas sempre na óptica de ‘beber’ com os “deuses”, e não de os imitar. Penso que o concerto de sábado será o ponto de viragem de um caminho que justifica uma notoriedade maior.

Cantor setubalense ambiciona “alargar horizontes” com concertos pelo País

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No entanto, o setubalense de 32 anos ambiciona no próximo ano, na celebração do 10.º aniversário do projecto, “alargar horizontes”, com “concertos em Lisboa, no Porto e pelo País”.

Descobri recentemente este músico, através do tema “My Village”, que me suscitou interesse no concerto e vontade de conhecer melhor o ‘Tio Rex’, com quem tive uma breve conversa.

Comecei por questionar sobre a origem do nome do projecto: se haveria sido escolhido pelo grupo T. Rex (de Marc Bolan, nome lendário da música rock, falecido em meados dos anos 70) ou resultante da febre dos dinossauros, surgida há cerca de duas décadas.

“Não foi inspirado no Marc Bolan, apesar de ouvir a sua música em casa dos meus pais. Resultou de uma brincadeira de amigos, quando tinha 14 ou 15 anos e tínhamos de criar ‘nicknames’. Havia a febre dos dinossauros e isso, associado ao facto de alguns deles serem vegetarianos e eu comer carne, ficou ‘Tio Rex’”, contou Miguel Reis.

Sobre o género musical, disse ser especialmente influenciado pelo folk e por cantores como Bob Dylan, Simon & Garfunkel e Johnny Cash, nomes “presentes” em sua casa na infância e adolescência. Contudo, a febre do “metal core”, vivida nos seus tempos de liceu, deixou no setubalense uma marca mais roqueira, que ainda hoje faz questão de incluir nos seus trabalhos.

“Musicalmente estou muito mais perto da música folk, mas tenho um lado um pouco mais rock, que também marca presença nos meus temas. Apesar disso, quando escrevo músicas é à guitarra e ao banjo”, explicou.

Primeiro disco editado em 2012 “caseiro e rudimentar”

A estreia em disco ocorreu no longínquo ano de 2012, com “Tio Rex”. “Fiz rigorosamente tudo. Foi um projeto completamente caseiro, muito rudimentar”, confessou. Já o segundo disco, “Preaching to a Choir Friends and Family”, de 2013, “foi editado por uma editora, a Experimentáculo”.

A partir desse ano, Miguel Reis foi mantendo alguma regularidade nas edições discográficas, tendo o EP “5 Monstros” e o “Ensaio Sobre a Harmonia” sido lançados no ano seguinte. Enquanto isso, o “5 Tragedies” veio a público em 2018, sendo que no final de 2019 considerou ser o tempo perfeito para divulgar novo álbum, o “Life, Love, Loss & Death” mais elaborado, mas que acabou por ser vítima da pandemia, em termos de divulgação.

O lançamento oficial deste trabalho acabou por ocorrer apenas no passado dia 22 de Outubro, em todas as plataformas digitais e em formato físico. A promoção, por sua vez, foi retomada com o concerto no Fórum Luísa Todi.

O disco, com uma edição numerada de 250 cópias, tem o selo de “Cidade Fantasma”, selo do próprio ‘Tio Rex’. Deste álbum, foi já apresentado o single “My Village”, tema que, segundo o cantor, “é uma canção folk focada na guitarra acústica e no banjo e expandida por arranjos de trompete, apresentando-se como uma ode à aceitação”.

Em “My Village”, o setubalense conta com a guitarra eléctrica de Sérgio, o baixo de Bernardo Pacheco Pereira, a bateria de Diogo Sousa, as vozes secundárias de Marta Banza e o trompete de Ivo Rodrigues, que vão também estar no concerto de apresentação.

Para 2022, Miguel Reis revela querer “fazer a reedição dos primeiros trabalhos”. “Acho que é importante nesta fase”, afirma.

Em termos de vendas, faz um balanço positivo, “com cerca de dois mil discos vendidos”. Para mim, a saída do ‘Tio Rex’ das “fronteiras” de Setúbal será algo inevitável, a avaliar pelo seu trabalho e talento evidenciado.

*Opinião Musical

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