29 Junho 2022, Quarta-feira
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Há sempre uma mão estendida para ajudar 120 famílias

‘Dá-me a Tua Mão’ está no terreno há 15 anos. Voluntários não faltam

 

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Maria Dulce, presidente da Associação de Ajuda Humanitária ‘Dá-me a Tua Mão’, diz que a instituição, criada para apoiar a população mais desprotegida do concelho do Seixa, continua a desempenhar as suas funções, apesar da pandemia.

A actividade diária “prossegue nos moldes habituais” com “o giro de distribuição de bens alimentares por pontos estratégicos do concelho”, que chega “a cerca de 120 famílias e 300 pessoas individualmente consideradas”.

‘Dá-me a Tua Mão’ (ADTM), fundada em 2004, com o nome ‘Equipas de Rua’, apresenta-se como uma “instituição humanitária, sem fins lucrativos, de raiz cristã católica”.

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A distribuição de alimentos, através de equipas de voluntários,

processa-se durante uma volta solidária, todos os dias do ano, enquanto a distribuição de cabazes é de periocidade semanal e alternadamente, a dois grupos de carenciados, variando as quantidades consoante as doações à ADTM.

Pandemia não entorpece ajuda

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É evidente que alguns voluntários deixaram de se apresentar, “para cuidarem de si ou de seus familiares, mas outros apareceram, com o mesmo entusiasmo e o mesmo espírito. As pessoas mostram-se disponíveis e ajudam-nos”, salienta. Ou seja, “apesar do momento, apesar de todas as alterações a que fomos obrigadas, o apoio alimentar não vacilou no seu curso normal”, ainda que os pedidos de auxílio tenham aumentado nas últimas semanas. “Há muitas famílias que tinham um rendimento certo e deixaram de o ter”, explica. “Somos como um barómetro social. Sentimos a degradação das condições sociais, como sentimos os tempos de recuperação. Foi assim na outra crise, e parece-me que assim será nesta”.

A Câmara Municipal e a Feira de Velharias, que se realiza semanalmente e onde a ADTM monta uma banca, são as maiores fontes de financiamento da instituição. “Conseguimos enfrentar o embate da crise porque temos vindo a fazer uma boa gestão. É que são avultadas as despesas com gasóleo, manutenção das carrinhas e compra de embalagens para os alimentos. Se a crise se prolongar por muito tempo, por certo que enfrentaremos dificuldades, o que nos levará a apelar ao reforço da ajuda do Banco Alimentar”.

As preocupações presentes, segundo a activista social, resumem-se ao número de cabazes, recebidos do Banco Alimentar, à recolha de produtos alimentares nas mercearias do concelho e à angariação de caixas de plástico, para acondicionar as sopas para a distribuição. Mas, por enquanto, todo este trabalho está sob controlo.

Por José Augusto

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