Sobre a Privatização da TAP

Sobre a Privatização da TAP

Sobre a Privatização da TAP

, Ex-bancário, Corroios
20 Outubro 2026, Terça-feira
Ex-bancário, Corroios

A TAP podia e devia ser o rosto de Portugal no mundo. Com as rotas que detém, com outras que talvez já pudesse deter se os sucessivos governos a tivessem gerido com uma empresa eminentemente pública, de bandeira, de Portugal. Fazendo a ligação física nacional e sentimental, como os Açores, a Madeira e Porto Santo, como faz, mas também com todo o mundo lusófono com quem também temos relações tão amistosas e sentimentais e de interesse recíproco, também o poderia fazer.

Portanto, tratando-se de uma empresa com tais potencialidades, e que dá lucro, que não é assim tão pouco e poderia ser ainda maior, se mais bem gerida (se não o desse, havia interessados?), porquê então vendê-la? Tal ato define-se em três palavras: crime de lesa-pátria. Assim como o foi a privatização de tantas outras empresas estratégicas para a economia nacional.

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A cartilha das privatizações é da direita, da extrema-direita e aqui entre nós, como se constata, também do PS. É a cartilha “do menos Estado possível”

Mas é tão simples, tão básico, arrasar este argumento do menor Estado possível. Se um Estado não tem bens, não controla importantes empresas estratégicas de diversos setores; Combustíveis, telecomunicações, água, metalomecânica pesada, como já tivemos, também da banca e seguros, etc. Como pode depois assegurar o seu papel de Estado Social? Como pode assegurar um Ensino e Saúde de qualidade?

Não pode. Não assegura. E o que assegura, é com o dinheiro dos contribuintes. Quanto mais privatizações fizer das empresas que dão lucro, nas outras não lhe toca porque não há interessados, mais tem de ir buscar aos bolsos dos contribuintes. Tantos deles, milhões, já em situação de pobreza ou para lá caminham.

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E mais, se quase a única fonte de receitas são os bolsos dos contribuístes, não há investimento público. Daí a crise na habitação nos transportes públicos e em tantos setores que são primordiais para um país desenvolvido, mais justo e de futuro.

Pelos interesses em jogo, para benefício do grande capital nacional ou transnacional, já repararam que este assunto das privatizações é quase um assunto tabu? Não há debates, pouco se divulga. Mas é de uma importância absolutamente vital para a justiça social e para o desenvolvimento do país. E manter as pessoas, os trabalhadores, o povo, na ignorância, é o melhor garante para os interesses da minoria privilegiada, para os denominados donos disto tudo. E tudo isto, como já vimos, é assegurado pelos partidos da direita, PSD, CDS e agora também pela IL pelo Chega, pelo PS e seus governos. Nunca é de mais a sua divulgação onde for possível, para que se reverta esta situação.

A agitação social, as lutas que temos vindo assistir promovidas por gente e organizações de esquerda, com destaque para a CGTP, são fruto destas injustiças e tenderão a agravar-se até que essas forças, nomeadamente o PCP/CDU, tenha uma representação parlamentar condizente com o seu papel transformador da sociedade.

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Como sempre, está nas mãos do povo.

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