A série documental “A Experiência Americana”

A série documental “A Experiência Americana”

A série documental “A Experiência Americana”

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18 Outubro 2026, Domingo
Professor

Na sequência dos 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América (EUA), ocorrida em 1776, estreou recentemente numa conhecida plataforma de televisão, uma mini-série documental de cinco episódios intitulada “A Experiência Americana” (The American Experiment), com produção de Tom Hanks e locução de Martin Sheen.

É uma série magnífica. Examina com todo o detalhe e precisão históricos, toda a sua evolução, desde o início, como sendo uma simples colónia britânica, até aos nossos dias.

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As treze colónias americanas originais (a bandeira americana possui treze riscas vermelhas horizontais), eram uma das “jóias da coroa” do Império Britânico. Todavia, os ingleses tratavam os colonos como cidadãos de segunda categoria, em particular os oficiais que encaravam os militares das milícias americanas com sobranceria.

Existe sempre um fio condutor que acompanha a série que são os Pais Fundadores “Founding Fathers”: George Washington, John Adams, Thomas Jefferson, James Madison, Alexander Hamilton, Benjamin Franklin, John Jay.

Ao longo dos episódios, surgem antigos vice-presidentes e secretários de Estados: Mike Pence, Hillary Clinton, Al Gore, Kamala Harris, bem como membros do Congresso, juízes do Supremo Tribunal, especialistas militares e líderes tribais.

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Percorremos as origens da democracia norte-americana, desde os anos que antecederam a Revolução, a Declaração de Independência, a elaboração da Constituição e a primeira presidência dos EUA.

Na série, acompanha-nos sempre a figura tutelar e inspiradora de George Washington, militar de carreira no exército britânico, que se vai desiludindo com a ocupação inglesa e que assumirá, em 1775, o comando do exército continental americano. 

Em 1781, George Washington derrotou definitivamente as tropas britânicas, na Batalha de Yorktown. Com a ajuda das tropas francesas, o exército de Washington encurralou o general britânico Lord Charles Cornwallis, forçando a sua rendição e selando a vitória na Guerra da Independência dos Estados Unidos.

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Em 1789, George Washington aceitou, a contragosto, a nomeação como primeiro presidente dos EUA, eleito por unanimidade pelo Colégio Eleitoral, tendo efectuado dois mandatos, até 1797.

Em 1797, assistiu à tomada de posse do seu sucessor, John Adams, uma atitude inédita, nunca presenciada em contexto histórico e que diz muito sobre a sua dimensão.

Um dos aspectos que mais aprecio nos EUA, é a sua capacidade crítica de olhar para dentro de si própria e conseguir vislumbrar as imensas potencialidades, bem como escalpelizar as enormes fragilidades e defeitos, ao longo destes cerca de 250 anos que existem como país.

Na série, é muito importante analisarmos as declarações de Mike Pence, primeiro vice-presidente de Donald Trump, e entender como se recusou ceder, em 2021, às suas pressões para reverter o resultado eleitoral, cumprindo o seu dever constitucional de certificar a vitória de Joe Biden.

Esta atitude colocou o então vice-presidente no centro dos acontecimentos, transformando-o num dos principais alvos da fúria dos manifestantes que invadiram o Capitólio, naquilo que foi um acto bárbaro, vergonhoso, indigno, e muito perigoso, patrocinado por Trump.

Todavia, com todos os defeitos que os EUA evidenciam, em particular com este desastre ambulante que é Donald Trump e também com o duo republicano que se está a configurar, JDVance e Marco Rúbio, continuo a preferir a democracia imperfeita americana, do que ditaduras manhosas tais como Rússia, China, Coreia do Norte, Cuba, Bielorrússia, Irão, Nicarágua, Venezuela, Turquemenistão, etc. 

Regressando à série, observamos que a Declaração de Independência dos EUA, é um documento inspirador e pioneiro, com palavras novas; “nós, o Povo”, “Democracia”, “Liberdade”, “Igualdade”, “Busca da Felicidade”, que iria ser determinante, não só para o estabelecimento de uma nova nomenclatura, mas, mais importante, seria o gatilho que iria despoletar diversas revoluções, e o estabelecimento de outras formas de governo, em muitas partes do mundo, sobretudo na Europa.

Como curiosidade final, em 1776 as 13 colónias da América tinham 2,5 milhões de pessoas. Hoje, os EUA têm 50 Estados, com cerca 340 milhões de pessoas.

Esta é uma série que recomendo vivamente.

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