12 Junho 2024, Quarta-feira

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Recordar alguns estabelecimentos em Setúbal

Recordar alguns estabelecimentos em Setúbal

Recordar alguns estabelecimentos em Setúbal

Recordo alguns dos muitos estabelecimentos que existiram em Setúbal, alguns dos quais já com outras actividades. Na Praça de Bocage existia o Largo do Chiado, como era conhecida a sucursal do Chiado de Lisboa, em frente à Igreja de São Julião, onde havia um banco, que é agora um snack-bar com esplanada.

Nesse largo estavam instalados os estacionamentos dos ‘trens’ (charretes) do Frescata e do Pardal, as oficinas do jornal “O Setubalense”, o canalizador Rosa e pequenos bares.

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Havia ainda o Café Central – com os tradicionais bilhares e porta giratória –, que passou depois para café com instalações e armações em ferro, a loja de fazendas do Pereira e do Miguel Truta e o Banco Português do Atlântico (mais tarde Banco Millennium).

Da célebre electrificadora do Sado, o proprietário era o senhor Garcia, que transmitia, com um altifalante, os jogos de futebol do Vitória Clube de Setúbal e os jogos de hóquei em patins disputados na Suíça, da equipa dos maravilhosos jogadores de Jesus Correia, Correia dos Santos, entre outros.

Enchia o local do estabelecimento e o Café Moderno, na Praça de Bocage, onde as pessoas paravam para ouvir os relatos. Uma alegria e uma maravilha que eram proporcionados pela gentileza do proprietário deste estabelecimento. O senhor Garcia fazia, assim, o “marketing” ao seu negócio.

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Recordar estes momentos da minha juventude “é viver!”. É uma tristeza ver o encerramento da célebre, e quase centenária, fábrica e confeitaria do doce de laranja e do afamado bolo-rei, considerado pelos setubalenses o melhor de Setúbal. Fábrica esta que já fazia parte do património da cidade de José Veríssimo Abrantes.

Na mesma rua havia uma carpintaria, que hoje é uma loja de pronto a vestir, havia o estabelecimento de Etelvino dos Santos, electricista, que foi sócio da Pastelaria São Filipe, no Largo da Misericórdia e havia a Casa da Ana dos Fogões, que depois passou a ser de móveis usados e, a seguir, o Restaurante Gibraltar.

A papelaria do “Lérias”, que se encontra há dezenas de anos fechada e ao abandono (que triste!), a Serralheria do Jordão, que hoje é a “Casa Guimarães”, a Taberna do José dos Reis, hoje transformada na loja de artigos domésticos “Viva”, a carvoaria do Mantas e o Grande Armazém de Mercearias de Manuel Maria Soares, hoje uma loja chinesa.

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O estabelecimento de fotografias do memorável, icónico e saudoso Américo Ribeiro, que deixou um belíssimo e grande espólio de fotografias e de postais que levam Setúbal além-fonteiras. É um grande orgulho para a cidade e para os setubalenses.

O armazém de ferro da firma “Ilídio Paninhos Lda”, de que fui empregado, e um grande exportador de conservas e de todo o material para a indústria de conservas de peixes. As célebres drogarias “Pachecos Lda”, “Revez & Filha Lda” e a “O Rosa”.

O restaurante muito afamado no País e no estrangeiro “O Naval”, pela sua singularidade de ementas e pelos couverts de grande variedade.  Também uma referência para os setubalenses do antigamente, o Restaurante Bocage, infelizmente encerrado e o espaço está actualmente devoluto.

E, tudo isso, o tempo levou. É o que temos!

E, por hoje, fico por aqui, mas vou continuar a recordar Setúbal e os antigos estabelecimentos que fizeram parte da minha infância e juventude.

Até breve!

Viva Setúbal!

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