19 Maio 2024, Domingo

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Jesus e os sem-abrigo

Jesus e os sem-abrigo

Jesus e os sem-abrigo

Entramos em Dezembro, o mês em que se comemora o nascimento do meu mestre, Jesus Cristo.
Ando pelas ruas da cidade , e observo com muita mágoa que o numero de pessoas sem abrigo, é cada vez maior , vivem na estação, num beco, numa arcada, rejeitadas assim como Jesus foi rejeitado para nascer num local digno e acabou por nascer num estábulo.
Não consigo tirar da minha memória, a tristeza profunda e desilusão das pessoas com quem falo, que dormem na rua ao frio e à chuva.
Sinto um grito na minha cabeça com a abordagem que Jesus me faz através do livro de Mateus 25,35-46:
“Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedámos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

 

E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”
Começo a desenvolver contactos, telemóvel, emails…. E esbarro com políticos que não passam de burocratas, que não têm a sensibilidade para perceber que a pobreza não é um assunto para tratar como todos os outros. E que quando uma pessoa está na rua sem abrigo e com fome, que esses problemas têm que ser resolvido na hora e não podem esperar que um dia qualquer um gabinete da segurança social ou de uma autarquia, resolvam ….
Estamos praticamente em 2024, a era dos grandes feitos tecnológicos, da inteligência artificial, mas por outro lado, é lamentável que tenhamos irmãos que não vivam dignamente.
O papel dos políticos deveria dar prioridade a estas situações, em vez de andarem mais preocupados com os seus tacticismos, a defender os seus interesses pessoais e do seu grupo.
Em época de tantas eleições que por aí vêm, desejo que todos candidatos possam reflectir nas palavras de Nelson Mandela: “Enquanto a pobreza, a injustiça e a elevada desigualdade persistirem no nosso mundo, nenhum de nós pode realmente descansar”.
Santo Natal para todos.

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