12 Junho 2024, Quarta-feira

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Em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Está marcada para o dia 20 de maio, a realização de uma Marcha pelo Direito à Saúde, em Lisboa, Porto e Coimbra, sob o lema Mais SNS, Melhor Saúde! A realização desta ação de luta, que junta profissionais de saúde e populações, na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é de enorme importância para defender o direito constitucional à saúde para todos os utentes.

O SNS é alvo de um fortíssimo ataque por forças de direita e reacionárias, com vista ao seu enfraquecimento e à sua descredibilização, para justificar a privatização da saúde. Os grupos privados do negócio da doença estão ávidos de pôr as mãos na saúde, para a maximização dos seus lucros.

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Por outro lado, a falta de resposta do Governo PS aos problemas do SNS, torna-o cúmplice desta estratégia de favorecimento dos grupos privados do negócio da doença, apoiado por PSD, CDS, IL e CH e só contribui para o desmantelamento do SNS.

As dificuldades do SNS são o resultado das opções políticas de sucessivos Governos, de desinvestimento e de ataque aos profissionais de saúde. Dificuldades que se sentem na Península de Setúbal, no elevado número de utentes sem médico de família, na falta de profissionais de saúde, na desadequação de instalações, obsolescência de equipamentos e investimentos sucessivamente adiados.

No País, mais de um milhão e seiscentos mil utentes não têm médico de família, mais 29% em comparação com ano anterior. Na Península de Setúbal, 225.997 utentes não têm médico de família, o que corresponde a quase 27% do número total de utentes inscritos. Em muitos centros de saúde, os utentes só conseguem marcar uma consulta para daqui a 2 ou 3 meses, e por vezes o período de espera é ainda superior. Há grandes atrasos na prescrição de receitas médicas. E em muitos centros de saúde, os utentes têm de ir de madrugada para a porta do centro de saúde para tentar conseguir uma consulta, em condições desumanas.

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Nos cuidados hospitalares, a situação é também muito preocupante. Mantém-se o encerramento rotativo das urgências de obstetrícia do Hospital de Setúbal e do Hospital do Barreiro e há períodos em que encerram as urgências de pediatria do Hospital de Setúbal. Dada a falta de resposta ao nível dos cuidados de saúde primários e à falta de profissionais, os tempos de espera nos serviços de urgência ultrapassam em muito, os tempos recomendados. Assim como são elevados os tempos de espera para consultas e cirurgias de determinadas especialidades. A construção do Hospital no Seixal já tarda.

A solução para assegurar o direito à saúde para todos, passa pelo reforço da capacidade do Serviço Nacional de Saúde. Para isso é fundamental valorizar as carreiras, remunerações e garantir condições de trabalho aos profissionais de saúde, para que queiram desenvolver a sua atividade profissional no SNS, permitindo assim atribuir médico e enfermeiro de família a todos os utentes e assegurar a realização de consultas, cirurgias, exames e tratamentos a tempo e horas.  É igualmente necessário investir na aquisição de equipamentos e na requalificação e construção de centros de saúde e hospitais.

Porque o público é de todos, o privado é só de alguns, é preciso defender e salvar o SNS.

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