12 Junho 2024, Quarta-feira

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É a nossa vida que está em causa

É a nossa vida que está em causa

É a nossa vida que está em causa

Era para escrever sobre outro assunto bem mais agradável, mas a força da atualidade e os perigos que nos ameaçam, que ameaçam milhões de pessoas, levou-me a dar a minha modesta contribuição, alertando para esses potenciais perigos. E socorro-me de um brilhante setubalense que até já foi diretor convidado deste jornal em dia de aniversário, Viriato Soromenho Marques.
Mas antes, uma breve referência ao tal assunto; a apresentação do último livro de um grande escritor, filho adotivo da nossa terra, membro da Associação Portuguesa de Escritores e do PEN Clube Português, autor de 11 livros (7 romances, 3 de poesia, um de contos e participante em diversas antologias nacionais e estrangeiras), um dos quais, “Uma Flor no meu Deserto”, Prémio de Ficção Almada 2017.
O auditório da Universidade Sénior do Seixal (UNISSEIXAL), encheu-se dia 22 do passado mês, para ouvir poemas e música interpretada pelo próprio e por um alentejano dos quatros costados mas também há muito residente nestas paragens, o grande Francisco Naia, na apresentação do mais recente livro de poemas, “Redondo Vocábulo”, de Jerónimo Jarmelo.
Do excelente artigo de opinião de VSM, “Os Paladinos da Guerra Perfeita”, Diário de Notícias,18/05/24, cuja leitura na íntegra sugiro vivamente, alguns excertos:
“A Rússia domina o campo de batalha. Contudo, como sempre escrevi, num conflito em que estão envolvidas quatro potências nucleares, a paz só poderá nascer do primado da política sobre as armas. Em cima da mesa deveria estar a necessidade de travar a escalada, cessar os combates, e assinar tréguas duradouras.
Contudo, do lado ocidental prevalece um desordenado belicismo. Na suíça vai realizar-se, sem a Rússia, uma provocação disfarçada de Conferência de Paz. Os EUA conseguiram desbloquear um novo e enorme empréstimo. Mais armas vêm a caminho (…) No dia 13, falando para jovens, Jens Stoltenberg, SG da NATO, condicionou, num exercício de chantagem cruel, o apoio do Ocidente à reconstrução da Ucrânia, à exigência de este país “prevalecer” sobre a Rússia.
Em síntese, os aliados portugueses da NATO têm como política a intensificação da guerra. Será que o PR, o PM e a AR não compreendem a loucura onde isto nos irá conduzir? A Ucrânia está a ser destruída, desde fevereiro de 2022, porque os EUA e a UE pensaram que a Rússia fazia bluff quando advertia que Kiev na NATO era uma linha vermelha. Se essa lição não foi apreendida e, insistirmos em guerrear a Rússia diretamente, não tenho dúvidas de que 2024 poderá ser o último ano da vida de muitos de nós.”
Finalmente, dizer que a UE pode e deve pugnar bem mais pela paz na Europa e no mundo. E alterar leis que não vão de encontro aos interesses dos povos. Por exemplo, a política agrícola comum (PAC), e outras que beneficiem os países de menor dimensão e os seus pequenos e médios agricultores e industriais. Quem mais que os eurodeputados da CDU o têm feito e continuarão a fazê-lo?
Está nas nossas mãos, dia nove, contribuir para isso.

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