23 Maio 2024, Quinta-feira

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A história repete-se

A história repete-se

A história repete-se

Os filmes “A zona de Interesse” e “Pássaro Branco”, documentam com grande realismo, embora de forma muito diferente, o que foi o horror do nazi-fascismo alemão.

O primeiro, realizado por Jonathan Glazer, baseado no livro homónimo de Martin Amis, mostra a contradição da vida do oficial alemão comandante do campo de extermínio de Auschwiz com a sua esposa, filhos e um cão, numa confortável vivenda com um extenso e belo jardim, mesmo junto às instalações onde todos os dias eram mortas centenas de pessoas por gaseamento.

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O segundo, do realizador Marc Forster, passa-se na França ocupada, e relata uma história lindíssima entre dois jovens. Ela, judia, e ele, por ser deficiente de uma perna, era, em grande parte, marginalizado pelos seus colegas de liceu. Mas com uma alma grande.

A perseguição aos judeus, não poupava ninguém. Nem adolescentes e jovens estudantes. O referido jovem, correndo sérios riscos, ele e a sua família, protegeu a colega escondendo-a num palheiro. O que lhe valeu, mais tarde, ser preso, e tentando fugir, ser morto a tiro.

Portanto, dois filmes que retratam o que foi a bestialidade nazi na perseguição, e nos hediondos crimes praticados sobre os povos que tentaram escravizar. Recorde-se que só no denominado holocausto, foram assassinadas quatro milhões de pessoas. A maioria, judeus, mas também muitos comunistas, ciganos, homossexuais, deficientes.

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Pensava-se que nunca mais ocorreriam tão hediondos crimes. Puro engano! O que se passa hoje na Palestina, será assim tão diferente? Só se for pela extensão!

Há consideração por alguém? Não se matam crianças, mulheres, homens, tenham eles as funções que tiverem? Médicos, jornalistas, socorristas diversos, funcionários da ONU e de outras organizações pacifistas. Não se arrasam hospitais e escolas? Não se mata à metralha, debaixo de escombros, por falta de assistência médica, à fome e à sede? Qual a diferença entre a crueldade e frieza deste holocausto e do outro?

O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse que Israel financiou o Hamas para enfraquecer a Autoridade Palestiniana e inviabilizar a solução de dois estados.

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O deputado do Massachusetts luso-americano, Tony Cabral, entrevistado na Antena1, afirmou que por influência da comunidade judaica, independentemente do presidente ser democrata ou republicano, os EUA sempre manterão um firme apoio a Israel. E a UE, apesar das declarações, pertinentes, de Borrell, nas recentes conversações do Egito, ao contrário deste país, não propõe um cessar-fogo, mas sim “pausas humanitárias”. Ou seja, a continuação do massacre com intervalos.

O holocausto nazi foi unanimemente condenado. Este, é apoiado.

Claro que o mundo não assiste, como o casal Hoss, impávido e sereno à matança de milhares de inocentes. Há indignação e manifestações de revolta, mas também há muita indiferença. E esta, mesmo que inconsciente, acaba por ser conivente.

É imperioso que nos manifestemos contra a barbárie em curso. Enquanto ela durar, cobrimo-nos todos de vergonha.

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