23 Maio 2024, Quinta-feira

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A certificação de entidades formadoras pela FPF

A certificação de entidades formadoras pela FPF

A certificação de entidades formadoras pela FPF

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) criou o processo de certificação de entidades formadoras em 2015, como forma de dar resposta à legislação prevista sobre esta temática pela lei 28/98, de 26 de junho, mais tarde substituída pela lei 54/2017, de 14 de julho. Esta legislação instituiu que o regime jurídico do contrato de trabalho do praticante desportivo e do contrato de formação desportiva, que prevê que um clube para efetuar o registo de contratos de formação desportiva, na respetiva federação, tem de obter a certificação como entidade formadora.

Para um clube ser considerado uma entidade certificada de formação, terá de cumprir diversos critérios, tais como: acompanhamento médico-desportivo; acompanhamento Escolar, pessoal e social; recursos humanos e instalações e logística, entre outros.

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Neste sentido, realizou-se na passada semana, no Cineteatro São João, em Palmela, a cerimónia anual de certificação das entidades formadoras filiadas na Associação de Futebol de Setúbal (AFS) e inscritas no processo de certificação da FPF.

Segundo dados da AFS, foram certificados 43 clubes (os quais felicito), num universo de 98 clubes filiados, mais sete clubes que no ano anterior, cerca de 44% do total de clubes.

O processo de certificação de entidades formadoras é, sem dúvida, uma valiosa forma de fazer evoluir a qualidade dos serviços prestados no futebol e futsal de formação. Contudo, devo lembrar que a realidade envolvente dos clubes não é toda igual. Muitos clubes vivem com dificuldades para fazer face às despesas mensais inerentes à manutenção da oferta desportiva, em meios onde não é possível cobrar mensalidades, sendo por vezes até preciso ajudar os jovens jogadores com o precioso lanche no final do jogo.

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Desta forma, caminhamos, pois, para um futebol e um futsal a duas velocidades, mas devemos sempre lembrar que o futebol e o futsal tem de ser para todos e assegurar que nenhuma criança ou jovem deixe de praticar futebol por não ter dinheiro para pagar uma mensalidade, mesmo que o clube que lhe oferece essa prática desportiva não possua recursos para ser uma entidade certificada de formação.

Todos os clubes são importantes na democratização do acesso à prática do futebol e do futsal e nunca será demais recordar que a relevância social do futebol, vai muito além da descoberta e da formação do talento. O verdadeiro sentido do futebol de formação deve ser efetivamente “Educar pelo Desporto”, nomeadamente através da aprendizagem e aquisição de competências para a vida, tais como o respeito pelas regras e pelo outro, o aprender a trabalhar em equipa, a vencer e a perder, não esquecendo a constante busca da excelência, porque no final dos muitos jovens praticantes, muito poucos chegam ao alto rendimento e ao profissionalismo.

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