23 Maio 2024, Quinta-feira

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A cantiga do bandido

A cantiga do bandido

A cantiga do bandido

A retórica continua a mesma, a tentativa de colocar “medo” implícito no discurso dos partidos do sistema em relação ao Partido Chega e a André Ventura, uma tentativa sem sentido e descabida que alimenta o discurso “vem ai a extrema-direita”, “cuidado que eles são racista, xenófobos, machistas”, tudo o que acaba em “istas”. Se durante os primeiros anos de existência do Chega essa imagem era já por si forçada, com o passar do tempo e com o trabalho desenvolvido por André Ventura e os seus pares, as pessoas foram percebendo que tudo não passa de uma “lenda”, de um “conto” mal contado e desprovido de realidade, que o Chega não vinha ao que tantos queriam que viesse, mas que vinha ao que a maioria procura.
Mas afinal o que procuram e esperam as pessoas dos políticos? Será assim tão fora do normal ou mesmo extremista considerar que os políticos devem defender as pessoas? Que devem falar a voz do povo porque são parte dele, são os seus representantes escolhidos democraticamente e que esse “detalhe” não lhes dá nem mais nem menos direitos que a todos os que representa? Será assim tão descabido que se fale de forma que todos se revejam, sem necessidade de argumentações falaciosas que apenas remetem para a expressão “eles são todos iguais” quando entram nos debates plenários, televisivos ou falam para as massas?
A política mudou, a comunicação social que até aqui ia controlando o que se podia ou não dizer, aquilo que seria ou não difundido não se adaptou e os políticos passaram a ter os seus meios próprios para comunicar de forma direta com o eleitorado. Uma política de real proximidade, seja nas redes sociais, seja no contacto porta a porta que o Chega veio retomar, sair de São Bento e voltar às ruas, à génese de tudo, ao povo, como no passado ficou escrito …. “we the people”, sim, nós somos o povo.
Fazer o mesmo sempre da mesma forma dificilmente terá resultados diferentes, votar nos mesmos porque alimentamos o medo dos outros, dificilmente terá consequências diferentes no nosso dia a dia. O Chega não nasceu porque a esquerda falhou, o Chega nasceu porque a direita e a esquerda falharam, porque se esqueceram de quem votou neles, porque se aburguesou, porque consideraram que o povo servia para ser cumpridor e esqueceram frases que usaram apenas em canções e nunca “lhes deram corpo” … “o Povo é quem mais ordena!”.
Venderam-nos uma História com cravos e músicas bonitas, com romantismo e paixão, mas que não passou da “canção do engate” também conhecida como “a cantiga do bandido” que nos fez acreditar que A era melhor que B, que o passado não tinha futuro que o presente era de esperança e com isso foram alimentando os “abutres que olhando para o corpo ferido e com sangue era de fácil alcance”.
O povo está farto e cansado de mentiras e de falsidade, e retomemos a cena inicial e de sempre, volta agora a campanha eleitoral, as promessas e as juras de amor, os mesmos a dizer “agora é que vai ser”, quem trai uma vez, trai duas ou três, à primeira todos caem, agora já só cai quem quer porque existe alternativa.
CHEGA!

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