19 Abril 2024, Sexta-feira
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Exemplos de tolerância, isenção e pluralismo

O programa da Antena 1 Radicais Livres, transmitido aos sábados entre o meio-dia e as 13 horas, com moderação de Maria Flor Pedroso, entre Pedro Tadeu e Jaime Nogueira Pinto, é um exemplo de tolerância.

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Apesar de se situarem politicamente em polos opostos, Pedro Tadeu, comunista, e Jaime Nogueira Pinto, de direita, não os impede de uma sã cordialidade e até de, por vezes, convergirem.

Trata-se de dois homens cultos e bem informados. Portanto, quem ganha com isso, são os ouvintes, a democracia e a própria rádio que é prestigiada.

A isenção e o pluralismo, é o que de mais nobre pode ter a comunicação social. Contribuem decisivamente para a formação e informação da opinião pública. E só com uma opinião pública bem formada e informada se pode ter uma democracia plena.

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Infelizmente, como será mais ou menos consensual, estamos longe disso.

Os principais media estão concentrados num reduzido número de grupos e são propriedade de quem tem meios para tal. Logo, estão muito aquém de refletirem o interesse e direitos da grande maioria. Os trabalhadores, reformados, o povo em geral. E mesmo nos públicos, como a estação de rádio referida que integra o grupo RTP, a isenção e o pluralismo, também não são o seu forte. Estão dependentes do Governo. E o Governo está dependente dos dois partidos que até agora o têm larga e maioritariamente formado; PS e PSD.

Depois do Executivo, Legislativo e Judicial, não é por acaso que a comunicação social é considerada o 4.º poder.

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Este quadro não favorece a construção de uma sociedade bem mais justa. É dever de todos os democratas agir para que as coisas mudem, devendo distinguir-se programas como o referido e órgãos de informação mais isentos e pluralistas, como este jornal.

Já aqui o tenho referido e, de novo, a propósito, volto a fazê-lo. Creio que os leitores concordarão que o que é relevante no nosso distrito, passa por estas páginas. Assim como passam as opiniões livres de deputados aqui eleitos e de colaboradores da esquerda à direita. É um forte contributo para uma opinião pública informada e interveniente. Assim se constrói uma democracia plena e não manipulada, como em grande parte, é a nossa. E não só, evidentemente! Não somos uma ilha. Por isso, temos o mundo que temos, onde a fome e as guerras subsistem. Onde se gastam milhões e milhões em armas e em vez de se correr para a paz, corre-se para a guerra com o imperialismo norte-americano seus aliados e a NATO, na vanguarda. Veja-se o caso do Médio Oriente. Todas as tentativas de paz na Palestina promovidas pelas Nações Unidas, pela Organização Mundial da Saúde, por outras instituições e diversos países, são sabotadas. Vetadas. O lóbi judaico nos EUA e o interesse em manter a sua ponta de lança (Israel) na região, falam mais alto. São coniventes com o genocídio. Bem fez Lula da Silva, compará-lo com o holocausto nazi.

O mundo precisa de paz e não de guerra. A corrida aos armamentos deve ser substituída pela corrida contra a fome.

Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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