8 Dezembro 2022, Quinta-feira
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A verdade é como o azeite

Diz o ditado popular, tão velho e profundo como sempre é a proverbial sabedoria popular, que a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima. Exceto, pelos vistos, em algumas águas que se mantém propositadamente turvas. Quanto menos se vir através delas, melhor para os que nos querem convencer a dali beber.

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É o que se passa com as “verdades” do PS, e em particular aquelas “verdades” que o PS setubalense tortura até que confessem o que querem ouvir.

Tudo isto vem a propósito das “águas turvas” em que o PS setubalense continua a navegar para defender o que é, a cada dia que passa, mais indefensável e que assenta, resumidamente, em duas premissas bastante simplistas: a primeira, aquela que garante que a CDU, na Câmara Municipal de Setúbal, vai aumentar o IMI; a segunda, aquela em que o PS acusa a CDU de insensibilidade social.

Ora, um simples olhar para os factos clarifica imediatamente as águas.

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A CDU não promoveu qualquer aumento do IMI ou da participação variável do IRS em Setúbal. As taxas mantêm-se exatamente nos mesmos valores. Os setubalenses e azeitonenses vão pagar, em 2023, exatamente o mesmo que pagaram em 2022. Esta é uma matéria que nem pode ser alvo de interpretações, uma vez que a manutenção da redução de IMI e de IRS já decidida se manterá em 2023.

A segunda premissa do discurso de um PS desorientado e acossado pelos múltiplos e, no mínimo, estranhos casos que têm afetado o Governo de maioria absoluta nos últimos meses é, também, facilmente contestável. Foi a CDU, com o PSD, quem apresentou e fez aprovar, em reunião de câmara, um conjunto de medidas de emergência social que abrangem um leque muito diversificado de famílias, em particular aquelas que mais necessitam. E fê-lo depois de um muito alargado processo de audição de todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal por iniciativa do presidente da Câmara Municipal, André Martins.

Que medidas apresentou o PS setubalense e seus vereadores? Que propostas colocou à consideração da Câmara Municipal? Nenhuma. Apenas avançou com “recomendações” sem qualquer estimativa financeira, de forma completamente irresponsável.

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No último ano tem sido constante, aliás, a imposição pelo Partido Socialista de medidas de desequilíbrio do orçamento municipal, medidas que apenas visam a criação de mais dificuldades financeiras para impedir que a CDU continue a desenvolver o seu trabalho em prol do concelho e das suas populações.

O PS, sem cuidar minimamente dos impactos financeiros das propostas que apresenta (como já fez no passado, quando governou esta autarquia, com os resultados conhecidos), tem insistido na instauração de uma situação de sufoco financeiro que impeça a autarquia de trabalhar, constituindo-se, desta forma, como uma muito ativa força de bloqueio do progresso de Setúbal e Azeitão.

Simultaneamente, tenta recolher para si os louros do trabalho da CDU na Câmara Municipal, alegando que obras como as da Estrada da Mitrena, do Centro de Saúde de Azeitão ou as intervenções municipais na área da habitação pública são da responsabilidade do Governo. Se assim fosse, estaria a acontecer exatamente o mesmo que está a acontecer com o Hospital de São Bernardo, obras cujo arranque é, há anos, prometido todos os meses. Ora, em Azeitão as obras do Centro de Saúde já têm forma, as obras da Estrada de Mitrena arrancam muito em breve e as obras na área da habitação financiadas pelo PRR estão no terreno, apenas porque a autarquia se empenhou profundamente nelas. Será que nas autarquias dirigidas pelo PS os eleitos deste partido também afirmam que as obras com financiamento comunitário são obras do Governo e não da Câmara, como fazem em Setúbal?

O PS esquece-se, também, do que tem feito na governação do País e que se reflete profundamente no agravamento das condições de vida das populações, no aumento dos preços que pagamos nos supermercados, nos combustíveis, na energia, tudo isto enquanto essas empresas acumulam obscenos lucros recorde.

Num momento de dificuldades agravadas pelas opções políticas do PS, os eleitos deste partido em Setúbal desvalorizam os apoios que o município vai dar em 2023, desde os apoios à alimentação das nossas crianças e jovens, à mobilidade dentro do concelho, com a redução de dez euros nos passes mensais. Desvalorizam, também, o alargamento da gratuitidade do transporte escolar aos estudantes do secundário, que beneficia especialmente os alunos de Azeitão e das freguesias da zona oriental do concelho.

Estamos perante um PS desorientado, sem rumo e que inviabiliza o necessário diálogo, num momento difícil que exige uma muito maior capacidade de consensualização.

Assistimos, assim, ao desespero de quem está zangado com a capacidade de criar consensos para ajudar quem mais necessita, sem nunca desresponsabilizar o Governo das suas obrigações e competências. Um consenso de que o PS, apenas por interesses político-partidários e de ordem pessoal, parece querer afastar-se.

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