26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Protesto e divulgação exemplares

A par das guerras, outro grande problema dos nossos dias, são as alterações climáticas. Agravados os seus efeitos, com atentados ambientais.

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Portanto, é imperioso parar as primeiras, evitar que novas surjam, assim como em relação aos crimes contra a Natureza. E tudo isso deve ser denunciado.

Quanto à divulgação das guerras contemporâneas, Afeganistão, Jugoslávia, Iraque, Síria, Líbia, Iémen, Palestina e, sobretudo, a que está aí na berra, a da Ucrânia, sugiro vivamente a leitura de um livro recente, editado pela “Página a Página”, da autoria do professor catedrático António Avelãs Nunes, com prefácio do General Carlos Branco, “O Mundo Velho Está a Morrer, O Novo Ainda Não Nasceu. Este é o Tempo dos Monstros. Apontamentos para tentar compreender a guerra na Ucrânia”.

É o outro lado da informação. Rigorosa, isenta, citando diversas fontes e com a experiência de Carlos Branco que durante 17 meses, na Bósnia, exerceu funções como observador militar ao serviço da ONU.

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Uma obra fundamental para se compreender a nova ordem mundial que está aí em perspetiva. Os perigos que encerra, e os seus principais protagonistas.

Informação importante para estarmos mais apetrechados a darmos a nossa contribuição, por muito modesta que seja, para um mundo o mais justo, pacifico e sustentável possível.

E agora “falemos” então de atentados ambientais, da luta contra eles e da divulgação de ambos.

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Por exemplo, na edição de 12 deste mês do SETUBALENSE, pela pena do seu diretor, Francisco Alves Rito, e de outra jornalista, Maria Carolina Coelho, uma excelente reportagem ilustrada com fotos claras e elucidativas da poluição na Vala da Mourisca.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que procedeu a análises, as descargas que estão a poluir as linhas de água na zona da Mourisca, são graves e têm origem no Centro Empresarial do Sado Internacional, onde funcionam dezenas de empresas e o Mercado Abastecedor de Setúbal.

No entanto, afirma André Martins, presidente da Câmara de Setúbal, depois de visitar o local e de “verificar o  crime ambiental, levantam-se autos, há papéis, mas o problema permanece. Chegámos ao ponto de termos de convocar as pessoas”.

A APA é por ele e pelo presidente da Junta de Freguesia de Pontes, Gâmbia e Alto da guerra, Luís Custódio, acusada de passividade. Assim, a referida junta de freguesia, convocou uma manifestação de protesto no local. Compareceram dezenas de populares, os referidos autarcas, os vereadores também da CDU, Carlos Rabaçal, Pedro Pina, Rita Carvalho e membros da Assembleia de Freguesia.

A oposição afirma estar a acompanhar a situação com bastante preocupação. O vereador Joel Marques do PS, espera que “as entidades competentes possam atuar em conformidade e parar de forma definitiva este atentado ambiental”

A vereadora Sónia Martins (PSD) pediu para que o problema seja resolvido tão breve quanto possível.

Conclusão, um protesto e uma divulgação exemplares.

A defesa do meio-ambiente, justifica-os plenamente.

Comentários

Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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