21 Maio 2022, Sábado
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“As intermitências da Democracia!”

No dia 24 de Março de 2022, Portugal contabilizou 17 500 dias em Democracia. Um marco importante na nossa história, ultrapassámos em 1 dia o tempo que vivemos sob Ditadura (17 499 dias).

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E, a diferença na qualidade de vida dos cidadãos portugueses é abismal.
Nos censos realizados em 1973, 5% dos portugueses tinham completado o ensino secundário. Enquanto que, nos censos de 2019, 81,5% dos portugueses tinha completado o mesmo grau de ensino.

Em 1973, a idade média das mães à data do nascimento do primeiro filho era de 24 anos. Já em 2019, passou para 30 anos. Estes números e outros disponíveis para consulta são comprovativos de como a qualidade de vida dos portugueses melhorou nas últimas décadas dado ao nosso regime democrático.

Todavia, em 1975, a taxa de abstenção foi de 8,5% e nas últimas legislativas atingiu o valor de 48,6%. Quando nos focamos na faixa etária dos 18 aos 30 anos, os números revelam-se ainda mais preocupantes. É um fenómeno crescente o da abstenção eleitoral, principalmente a abstenção eleitoral nas camadas mais jovens.

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Por isso devemos questionar quais as suas causas deste fenómeno: Estarão os jovens menos interessados na participação cívica e política? Ou estarão os partidos políticos com um discurso desfasado das necessidades da juventude?

Uma das formas de combater a abstenção, passa por envolver os cidadãos (de todas as faixas etárias) nas tomadas de decisão, e, assim, alcançar uma maior participação cívica. O XXIII Programa do Governo caminha nessa direcção, contemplando medidas que promovem a participação política e cívica, com especial enfoque na participação juvenil.

Como por exemplo, o lançamento de um Plano Nacional de Literacia Democrática, com um amplo programa de actividades, especialmente nas escolas e nas camadas mais jovens; a inclusão do ensino da Constituição da República Portuguesa em todos os graus de ensino, com as devidas adaptações; a instituição do Dia Nacional da Cidadania, cujo objectivo é divulgar os ideais democráticos; e a criação de um fórum de auscultação dos cidadãos e dos movimentos sociais; entre outras medidas.

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Vivemos em tempos intermitentes, em que testemunhamos diariamente ameaças à Democracia, torna-se, por isso, fulcral defender os valores democráticos em que se baseia o nosso sistema político, especialmente junto dos mais jovens!

Não podemos, nem devemos, esquecer os valores de Abril! Pois a partir do dia 25 de Abril de 1974, foi possível instaurar um regime democrático que permitiu uma melhoria significativa na qualidade de vida do povo português.

Mas temos que continuar a lutar pela participação democrática e cívica! A democracia representativa é uma ferramenta valiosa, vamos preservá-la, honrá-la e utilizá-la da melhor forma. A menos de uma semana de 25 de Abril questiono: O que aconteceria
se deixássemos de votar?

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