18 Maio 2022, Quarta-feira
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Uma guerra que nem vista de esguelha poderá ser tida como operação especial

Nestes estranhos dias, podemos falar de Hitler e da crise dos Sudetas (1938), podemos falar de imperialismos, venham eles de onde vierem ou sejam eles de onde forem.

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Podemos referir o povo cubano, que sofre um doloroso embargo promovido por quem não aprendeu, ainda, com o triste exemplo do bombardeamento da cidade mártir de Dresden, pelos Aliados, em Fevereiro de 1945, bombardeamento que deixou 25 mil mortos civis no solo e que, de forma inequívoca, provou que não é promovendo o sacrifício dos povos que se liquidam ditaduras.

Podemos referir o que alguns consideram o expansionismo da NATO no vazio causado pelo fim do regime soviético. Podemos acenar com aquele que parece ser, pelo menos para alguns, que vivem na negação do pacto germano-soviético, o sonho anacrónico de um retomar da emblemática federação.

Podemos falar da Palestina, do seu vizinho Israel e dos seus habitantes que sofrem, vítimas das jogadas do xadrez geoestratégico. Podemos falar de gasodutos do Leste, apontados a Ocidente ou, em alternativa, apontados à China.

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Podemos falar até da chuva e da falta dela, do desgraçado vírus que, por estranho que possa agora parecer, ainda anda por aí. Enfim, podemos falar de tanta coisa, mas não há volta a dar.

Nestes estranhos dias, a Ucrânia e o seu povo sofrem, vítimas de uma invasão criminosa ordenada pelo líder russo, Vladimir Putin, que terá visto, naquilo que alguns consideram uma liderança titubeante do Ocidente, uma oportunidade para instalar a velha ordem.

A Europa está, de novo, em guerra! É, pois, necessário, com convicção, como alguns dizem, defender a paz e travar a escalada da agressão russa.

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Como fazê-lo? Desde logo, não calando, não deixando a consciência do mundo adormecer, como diz Teresa Andrade, como o faz a Patrícia Paz, na página do seu Facebook, e tanta e tanta gente, em Setúbal, da Gâmbia a Azeitão, por todo o Portugal, reunindo bens para apoio solidário ao povo ucraniano, sinónimo do humanismo de um povo e da repulsa generalizada pela guerra e pelo agressor.

Destaco a decisão e a acção do Governo de Portugal, em particular, e da União Europeia, em geral, na perspectiva humanitária e na acção concertada para impor sanções ao agressor russo, esperando que as consequências esperadas desta guerra económica se assumam como um preço a pagar em nome da afirmação da paz interrompida. Paz que se deseja retomada com a libertação da Ucrânia do seu invasor russo.

Saúdo, igualmente, aqueles que, na sua acção política, marcam uma posição clara no apoio ao povo ucraniano e na condenação da agressão ao estado soberano da Ucrânia, apelando ao cessar-fogo e ao fim da invasão criminosa, como aconteceu na mais recente reunião da Assembleia Municipal e na sessão da Câmara Municipal, do dia 2 de marco, tendo os vereadores presentes observado um minuto de silêncio em respeito pelas vítimas.

Espera-se, agora, que a autarquia assuma um papel de coordenação e que articule e potencie os esforços do voluntariado no apoio ao povo ucraniano, como afirmou Fernando José, falando pelos vereadores do Partido Socialista.

Termino, desejando que haja paz! Há 42 anos que ensino aos meus alunos o caminho da paz porque, na guerra, tanto chora a mãe ucraniana como a mãe russa, que vêem os seus filhos partir para morrer.

Façamos, então, tudo para que as mães parem de chorar. Paz na Europa! Contem comigo! Nem que, para isso, tenha de partir para a guerra.

 

Viva a Ucrânia, independente e livre!

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