16 Maio 2022, Segunda-feira
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Ambição política e contradições de António Costa

António Costa está a dar tudo por tudo por um bom resultado. Está no seu direito e só lhe fica bem. Do eufemismo de maioria confortável, passou finalmente à grande ambição de maioria absoluta.

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Mas, à cautela, porque tem dúvidas se o merece devido às malfeitorias que tem praticado contra a ideologia que diz defender, o socialismo, entra em contradição, tentando agradar a todas as potenciais ajudas para conseguir a tão almejada maioria absoluta, ou mesmo relativa. E, neste caso, aos prováveis apoios ao seu partido na Assembleia da República.

Vejamos o caso do namoro com o PAN; como este partido se absteve no Orçamento do Estado, não tem poupado elogios à sua líder, Inês Sousa Real. Mas como isso desagradou a Manuel Alegre e a mais potenciais votantes defensores da caça e das touradas, logo após os disparos de Alegre, para lhes agradar, aparece envergando uma samarra com gola de pele de raposa, uma espécie que, como tantas outras, se não está em vias de extinção, para lá caminha.

E, entretanto, não se importando de continuar as tais malfeitorias contra o socialismo renegando agora entendimentos à sua esquerda, contra o BE e o PCP, usa até à exaustão, o estafado argumento da responsabilidade destes partidos pelo chumbo do OE. Logo, segundo ele e seus correligionários, os responsáveis pela atual crise.

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Das duas uma: ou consegue mesmo a maioria absoluta, o que é muito pouco provável, e não saímos desta apagada e vil tristeza, ou se conseguir a maioria relativa, o que também é incerto, mas, se for o caso, para reverter a situação, só há uma solução: terá de se entender de novo com os partidos à sua esquerda. Nomeadamente com o PCP. Por isso, voltamos a afirmar que é fundamental este partido sair reforçado nas urnas.

Tem-se falado muito na situação da TAP, mas muito pouco porque é que chegou à situação crítica em que se encontra, e quem foram os culpados. Pelos milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, pelo elevadíssimo volume de negócios, pelos serviços que pode prestar aos portugueses daqui, das regiões autónomas e da diáspora, pelo símbolo de Portugal que representa no mundo, a TAP deveria ser sempre uma companhia de bandeira, pública.

A sua gestão entregue a privados, a alienação dos seus prestigiados serviços de manutenção, as lojas francas, a Cateringpor, ou seja, serviços e empresas do Grupo TAP, que sempre deram lucros, foi a preparação para a privatização, cujos responsáveis foram os sucessivos governos do PS e do PSD. Depois, claro, tudo isto agravado pela crise geral no setor da aviação civil com a pandemia, na pior altura. Ou seja, quando se tinha endividado com a compra de novos aviões no valor de 1,5 milhões de euros.

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Podíamos ainda falar noutras grandes empresas como os CTT, que nunca deveriam ter saído da órbita do Estado.

Portanto, como se disse, sem a direita no poder, quase tudo, ou mesmo tudo, pode ainda ser revertido.  Como sempre, está nas mãos do povo. Para já, no próximo dia 30.

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Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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