30 Novembro 2022, Quarta-feira
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É preciso dizer não

A história dá-nos tantas lições, mas o egoísmo, a hipocrisia, a sede de poder de alguns, continua a falar mais alto e a prejudicar tantos.

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Mas sempre houve e haverá quem diga não.

Vem isto a propósito da forma como a atual pandemia está a ser combatida e, mais uma vez, da hipocrisia, do egoísmo e da sede de poder dos que perante a hipótese de serem obrigados a perder algum, ou para o aumentarem, habitualmente, ameaçam ou recorrem mesmo à guerra.

A propósito da pandemia, é óbvio que se tivesse sido combatida uniformemente ou quase, a nível mundial, nomeadamente através das vacinas, já estaria bem menos ativa. Já não estaríamos sujeitos às recorrentes variantes do vírus mais ou menos contagiosas e perigosas. Mas os suspeitos do costume (SC) para não perderem fabulosos lucros, não cedem as patentes nem auxiliam aqueles a quem sugam tantas e tão essenciais matérias-primas, que não têm possibilidade de as comprar. E assim, enquanto na Europa, América do Norte, Austrália, Japão, com exceção dos pretensiosos negacionistas, já quase toda a gente está convenientemente vacinada ou para lá caminha, principalmente em África, mas também na Ásia e América Latina, há milhões sem uma única dose. E assim, com todas as consequências, nunca mais nos vemos livres desta “praga”. Aliás, com a SIDA passa-se o mesmo. No chamado mundo desenvolvido com os medicamentos retro-virais, já é considerada uma doença crónica, no terceiro mundo, à falta deles, continua a provocar milhares de mortes.

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Como se não bastasse a famigerada Covid-19 com todo o seu cortejo de desgraças afetando sobretudo os mais necessitados (a ONU divulgou agora que, devido a ela,  aumentou em 17% os 164 milhões de pessoas a socorrer), os SC, revelando toda a sua hipocrisia e perigosidade, depois da  destruição e dos muitos milhares de mortos e  refugiados que provocaram com as guerras  onde intervieram ou apoiaram, só para referir as ultimas; Jugoslávia, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria e Iémen, vêm agora, a propósito de refugiados, apontar o dedo acusador à Bielorrússia, acerca da qual, também fazem criticas sobre democracia e direitos humanos, quando, na verdade, o que os preocupa, é que a mesma não segue a sua cartilha e são públicas as suas principais empresas e por ter relações normais com um dos seus principais inimigos de eleição; a Rússia.

Na Hungria, Polónia e outros países da região onde a extrema-direita dita ordens e, por exemplo, na Ucrânia, onde neo-fascistas desfilam nas ruas e incendeiam sedes de sindicatos, isso não os preocupa. Aliás, protegem-nos. Assim como fecham os olhos onde a mulher é escrava, como na sua aliada Arábia Saudita e que massacra o Iémen.

E fazem manobras militares e reuniões do seu braço armado, a NATO, junto daqueles países e criam novas alianças militares como a AUKUS na região da Ásia-Pacífico visando a China.

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Portanto, não são apenas hipócritas e criminosos. Mesmo em tempo de pandemia quando seria tão útil cooperação, ameaçam a paz mundial.

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Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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