21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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A manifestação e o futuro

Superando, com certeza, muitas expectativas mesmo daqueles que a apoiaram, nestes dias sombrios em que a pandemia persiste gerando desalento e ainda mais dificuldades a quem já as tem e em que as injustiças aumentam, a poderosa manifestação da CGTP-IN do passado dia 20 em Lisboa, foi um grande sinal de esperança, um incentivo e um catalisador, à necessária contestação e luta por um futuro bem melhor para os trabalhadores no ativo, na reforma e para o povo em geral.

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Quando a cabeça da manifestação chegou aos Restauradores, ainda a rotunda do Marquês de Pombal estava pejada de gente e a Avenida da Liberdade transformada num caudaloso e vibrante rio humano, com faixas, cartazes, bandeiras vermelhas e entoando palavras de ordem: “É justo e necessário o aumento do salário”, “Público é de todos, privado é só de alguns”, “35 horas para todos, sem demoras”, Precariedade não, estabilidade sim”, “A luta continua nas empresas e na rua”.

Dirigindo-se àquela imensa mole humana de muitos milhares de trabalhadores, a secretária-geral, Isabel Camarinha, reclamava: “O aumento geral dos salários, as 35 horas para todos, a erradicação da precariedade, a defesa da contratação coletiva, o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado”. E ainda: “É urgente valorizar o trabalho e exigir uma política que garanta um futuro melhor, num País desenvolvido, que dignifique quem trabalha e produz a riqueza”. Afirmando também que “A luta vai continuar nos locais de trabalho, empresas e serviços, tendo já expressão nas lutas marcadas, em torno de reivindicações concretas dos trabalhadores e pela exigência de um outro rumo para o País, de progresso e justiça social”.

Perante todos estes problemas que afetam os trabalhadores, perante as carências do Serviço Nacional de Saúde devido à falta de investimento em material e nas condições de quem lá trabalha, beneficiando assim, a medicina privada, perante a falta de professores que já se faz sentir e  se agravará muito devido aos milhares que estão à beira da reforma e que entretanto já deveriam estar formados outros tantos para os substituir e não estão, e ainda perante outras anomalias da vida nacional, esta grandiosa manifestação organizada por quem tem propostas para as resolver é, como  se disse, um sinal de esperança e um exemplo. Mais trabalhadores reforçarão as fileiras da luta por um país mais desenvolvido e justo.

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Estamos à beira de eleições, o reforço das forças políticas que apoiaram a manifestação e no geral as lutas dos trabalhadores, nomeadamente da CDU, será absolutamente determinante. Está provado, na prática, à saciedade, que não é o PS sozinho, com o PSD tenha o líder que tiver, ou com qualquer outra versão mais ou menos de direita, que se alterará este critico quadro.

Chega também de demagogia e de populismo da extrema-direita. Esses, limitam-se a dizer o que os incautos gostam de ouvir.  E, mentindo, propõem-se alterar o sistema. Mas, Pura e simplesmente, agravá-lo-iam.

Comentários

Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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