10 Dezembro 2022, Sábado
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O Miradouro da Liberdade

Está lançada mais uma edição da Festa da Ilustração, “É preciso fazer um desenho?”, iniciativa marcante de há anos da Câmara Municipal de Setúbal, palpável já no usufruto do seu Jornal que nos situa numa dezena de espaços públicos do Concelho – de Setúbal a Azeitão, durante Outubro/Novembro. Porque o TAS, Teatro de Animação de Setúbal, nos chamou agora à Gráfica, Centro de Criação Artística, para o espectáculo “Cruz de Giz e outros textos” construído a partir de “O Terror e a Miséria do III Reich” (1935-1938), de Bertold Brecht, recordamos a edição de 2017, então focada na Galeria do 11 na imensa obra de Tóssan sob a sigla: “A vida é engraçada mas eu levo-a muito a sério”, e que a traço fino e fiel, datado de 1960, retratava o rosto do dramaturgo, poeta e encenador alemão, comunista, antecedendo um vasto conjunto de trabalhos do pintor e ilustrador neo-realista falecido em 1957, aos 50 anos, em Lisboa, Manuel Ribeiro de Pavia (onde nasceu, e não a despropósito: Alentejo). E restava caminharmos para a Biblioteca Pública Municipal, que acolhia à data (Setembro) a Exposição “Fora de Muros, Trabalhos de pessoas reclusas no Estabelecimento Prisional de Setúbal”, para que a porta que nos puxa obrigatoriamente para o interior do MAEDS, o Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, nos levasse a subir para o primeiro andar e lermos, ainda e sempre, um poema de Brecht.
Passavam 12 anos sobre a Festa do Avante!, a 2005, portanto, cuja Bienal de Artes Plástica instava os artistas (e foram mais de 100!) a corresponderem ao aviso do nosso autor: “Maus tempos para o lirismo”.
Donde estamos, num recanto da Av. Luísa Todi, subimos para o Miradouro da Liberdade, assim também chamam ao Miradouro de S. Sebastião donde disfrutamos a Baía do Sado, Alentejo e Além-Mar e que nos acolhe para a visita ao Museu do Trabalho Michel Giacometti no qual, julgamos saber, a URAP (União de Resistentes Antifascistas Portugueses) tenciona apresentar a 2ª edição (1ª, esgotada, a 1 de Junho passado) do livro “elas estiveram nas prisões do fascismo”. Elas, 1755 mulheres, todas listadas, na Coleção “Paginas Memória”.

Comentários

Valdemar Santos
Militante do PCP
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